Conto – O Verdadeiro Segredo Da Raposa e a Uva, Perdido no desconhecido

 

Conto – O Verdadeiro Segredo Da Raposa e a Uva, Perdido no desconhecido.

escrito por: Juvêncio Neto


31655_2014-12-18-14-27-14-2714_3DEste conto foi uma adaptação feita durante umas das aulas de literatura na faculdade. Veio a ideia de adaptação de um dos contos mais conhecidos para crianças. (Está registrado na biblioteca nacional, e tem direitos totais dedicados ao autor). Patrocinada pelo Mundo das Resenhas.

Glossário:

Vulpes vulpes: gênero de uma espécie de raposas “verdadeiras”, Existente na Europa.

Pseudolapex : espécie de raposas sul americana ou raposas “falsas” 

Adaptação da Raposa e as uvas para o gênero de ficção


 

Vulpes Vulpes do espaço

Num salto para o hiperespaço, uma pequena nave vulperiana perde o controle e vai direto ao encontro de um planeta desconhecido.

-Arcádia para central – Junto com a voz do piloto ouve-se também o estalo da pequena nave de reconhecimento que começava a entrar em contato com o planeta, até então desconhecido para um Vulpes vulpes.

-Central! – e nada se ouve. O rádio chia sem parar.

– Merda! Não devia ter aceitado essa missão de reconhecimento.

A nave então se espatifa no solo semiárido do planeta virgem. A raposa Vulpes vulpes sai com ferimentos. Cambaleia de um para outro lado. Antes de a nave incendiar consegue salvar uma metade de um kit de socorros. Mal sabe o mamífero que este kit durará pouco tempo.

-Nossa! Que deserto aqui, não consigo encontrar nada por aqui, nem mesmo algo com vida interessante. Somente esses cactos esquisitos… Acho que nem chove direito aqui. Que azar! Que fome!

Três dias se passam, e seu kit já se esgotou junto com sua água. O que resta agora é apenas andar pelos desfiladeiros a perder de vista que se estende num imenso vale da morte. “Talvez nem haja habitantes por aqui” pensa o animal. Resolveu descer o precipício por uma depressão que formava uma escada irregular.

-Lá deve ter alimento, já que a sombra faz vontade de crescer algo útil.

E de fato, a sombra fez vontade de crescer uma parreira, que continuava se estendendo por abismo abaixo. A raposa pulou! E nem chegou perto de alcançar a uva que estava por lá. “menos mal, estão verdes essas uvas mesmo.” Dá de ombros e sai, continuando sua jornada ao desconhecido. E no caminho encontra uma rocha, e pensa com o estomago:

-É. Aquelas uvas pareciam verdes, mas cairiam bem no meu estomago – volta carregando com toda vontade a rocha. Sobe em cima. Pula, pula novamente, e na terceira vez alcança. Com a fome de três dias devora o cacho de uva. A última uva, a menor, vai pra análise. O Vulpes vulpes pensa:” hehehe, as outras raposas não vão acreditar onde estou, principalmente os Pseudalopex. Esses sempre tentam se parecer conosco, Imitam  em tudo.

No fim do precipício, encontra-se um túnel, que leva para uma cachoeira subterrânea. Nada vê lá. Sai, olha ao redor. Então volta para a depressão irregular. Mais uma vez pensa porque resolveu ir para esta missão de reconhecimento, afinal, seu rádio estragou, e seu kit de socorros já não tem mais, muito menos as uvas. A raposa anda por mais uns quilômetros, vê miragens e as expulsa de seu meio vulto que não compreende.

– Saiam daqui! – Regouga bem alto para espantar as figuras. Olha para o sol escaldante de quase 40 graus e despenca no solo.

– Ele está bem? Questiona uma das figuras que a pouco fora expulso.

– Esperamos que sim. Vem! pegue-o, traga conosco. Iremos tratá-lo.

E partem para uma aldeia carregando a raposa desacordada na carroça.  Entram na estrada que estava a poucos passos antes do acidente com a nave  da raposa.

A lenda da raposa do céu ainda é viva na mente dos que habitam a aldeia. Os destroços da espaçonave vulperiana virou playground das crianças. A raposa Vulpes vulpes quando desmaiou bateu a cabeça. Agora, a raposa não se lembra de onde veio, e muitomenos o que veio fazer. Apenas sabe que as uvas são sempre verdes por ali. O chefe da aldeia decidiu deixar a raposa sem saber de onde tinha vindo, já que estava sem memória quando o animal acordou já na aldeia. Isso fez com que a raposa da raça Vulpes vulpes achasse que fosse uma raposa do campo. E aprendeu outros costumes, embora semelhante, mas diferentes. E nunca mais os da sua espécie souberam da aldeia, do acidente, e nem da existência deste planeta.

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