Título e Capa 3
Escrita / Enredo 5
Originalidade 5
Personagens 4
Final 5

O Planeta dos Macacos Pierre Boulle O livro começa de uma maneira simples e calma. Se fôssemos comparar com a ideia de uma jornada de herói poderíamos dizer que a obra começa com o primeiro tópico da ideia, que seria o cotidiano vivido. Temos uma narrativa simples e fluida, que inclusive nos conta sobre o dia ..

Summary 4.4 great
Título e Capa 0
Escrita / Enredo 0
Originalidade 0
Personagens 0
Final 0
Summary rating from user's marks. You can set own marks for this article - just click on stars above and press "Accept".
Accept
Summary 0.0 bad

Resenha- O Planeta Dos Macacos – Pierre Boulle


Resenha do Livro Planeta dos Macacos - Pierra Buolle - Resumo - Critica

O Planeta dos Macacos Pierre Boulle


O livro começa de uma maneira simples e calma. Se fôssemos comparar com a ideia de uma jornada de herói poderíamos dizer que a obra começa com o primeiro tópico da ideia, que seria o cotidiano vivido. Temos uma narrativa simples e fluida, que inclusive nos conta sobre o dia a dia de um casal que decidiu velejar no espaço com sua nave-caravela em lua de mel.

Temos aí a primeira parte que se caracteriza como uma ficção. Nesse momento o autor descreve a nave e outras coisinhas tecnológicas como, por exemplo, o jeito de controlar a nave. Mas essa não é a parte mais importante do livro. Se bem que aconselho prestar atenção em algumas partes para tentar decifrar alguns mistérios que irão surgir.

Depois de mais algumas páginas viradas e já acostumado com a narrativa simples e bonita, nos deparamos com uma garrafa “boiando” no espaço. No papel que há dentro da garrafa é contada a história do homem que visitou o planeta dos macacos muito tempo atrás. É até engraçado a maneira que o astronauta “de férias” pega a garrafa. Fiquei imaginando o bicho lá todo concentrado numa roupa espacial fazendo de tudo pra resgatar uma mensagem boiando no espaço.

O conteúdo da garrafa tem a história de Ulysses Mérou, um astronauta francês que narra suas aventuras pelo cosmo. O destino é uma estrela chamada Betelgeuse que fica há 642,5 anos-luz da Terra, na constelação de Órion. (Podemos ver da Terra que é uma das três estrelas de centurião de Órion). Hoje sabemos que essa estrela está prestes a virar uma supernova, e acredito que não daria para Betelgeuse suportar um sistema solar igual ao nosso. Para que eles chegassem lá, precisariam usar a velocidade da luz, assim chegariam em dois anos; um ano para aceleração da nave e mais outro para desacelerar. Mas ainda assim não chegamos na melhor parte, isso é só pano de fundo para a aventura. Afinal, ficção não é a parte predominante, já que essa estrela escolhida vai explodir mesmo. Então se poupem desse detalhe.

A descrição da chegada até o planeta do Sistema de Betelgeuse é muito legal. Dá para sentir a alegria daqueles três homens viajantes olhando os continentes, cidades, estradas e veículos. Quando cheguei nessa parte, percebi e confirmei minhas expectativas de que o livro era totalmente diferente. Na verdade estava esperando isso, adoro quando o livro é diferente do filme, ainda mais quando se vê o filme e depois lê o livro. As adaptações nunca são iguais às obras originais, ainda mais quando se fala de um livro escrito nos anos 60. A ciência era um diferente, ainda estavam descobrindo coisas que usamos normalmente na nossa vida. A teoria da relatividade era ainda jovem e buscavam cada vez mais desvendar os mistérios das galáxias e da lua. Por isso é injusto dizer que o autor errou ao colocar uma estrela prestes a explodir (ainda mais quando não se tinhas telescópios em HD, ou algo do tipo que usamos hoje) ou se essa estrela já não explodiu.

O livro segue uma linha diferente dos filmes, algo mais humano e irônico também. É de uma linha simples e compreensível. A obra romanceada apresenta todos os aspectos dos filmes lançados posteriormente. Digo isso porque há coisas que só foram aparecer nos filmes lá pelo terceiro e, ainda por cima, ao contrário do que se passa no livro. O primeiro filme é o que mais segue a linha do livro, ainda mais com Cornélios e Zira sendo os mais sensatos. Mas no livro acaba sendo muito mais real os fatos apresentados. Ainda mais na questão da tecnologia. No livro os macacos estão numa época que podemos comparar com os anos 60 ou 70, com eles ainda desenvolvendo seus aviões e iniciando a era espacial com poucos satélites em órbita. Também vemos um pouco da história do planeta numa época onde os macacos guerreavam entre si. Não há Cesar no livro e sim outro personagem que iniciou a revolução contra os homens. Que, por sinal, é muito bem narrada e descrita. E não, não direi a teoria do livro; afinal, iria estragar toda a graça da história.

A minha intenção era comparar os filmes com o livro, mas o que eu posso dizer é que o livro é algo muito mais abrangente e filosófico. Os únicos filosóficos na série televisiva são o primeiro livro e talvez o segundo, que falam sobre a questão da humanidade. Os outros são bobeiras mal descritas e, como estavam sem ideias, usaram o que não foi contato antes, mas que decidiram adicionar para assim ter continuação. E não, Ulysses não viajou no tempo, ele realmente estava em outro planeta. Mas na volta pra casa… aí é outra história.

O ponto forte da história é a questão da humanidade. O que nos faz ser civilizados? Seria nossa inteligência? Nossas tecnologias ou nossas artes? Todas essas questões são apresentadas de uma maneira, às vezes, irônica. Vemos no livro cenas de mutilação e experiências feitas em humanos, mas em algumas partes Ulysses descreve como semelhante às torturas que os homens fazem nos macacos. Outra parte sobre a civilização poderia citar a alma; será que só os inteligentes possuem almas? Mas me digam, porque os macacos é que foram escolhidos para ocupar o sistema de Betelgeuse e não humanos? Afinal, os macacos no planeta Soror são, acima de tudo, macacos que pulam pra lá e pra em suas cidades e em suas bolsas de valores. Nessa parte vemos que Ulysses começa a perceber mais a sociedade dos macacos vista como se eles imitassem os humanos, mesmo depois de terem aprendido a falar. Isso é visto no livro depois de um tempo. Quando eles começam a evoluir suas tecnologia e que não passam do que já temos na terra ou de coisas que eles viam os humanos usarem. Nada inédito ou revolucionário, exceto quando Ulysses tem acesso a um setor, onde, com auxílio de máquinas, faziam humanos falaram e regressarem no passado. A memória coletiva da humanidade, ou seja, a memória que é passada de geração em geração e que ainda estava enraizada na memória dos humanos. Isso deu aos chimpanzés a maior descoberta de todas, de que eles evoluíram por causa do homem ter regredido.

Enfim, este livro é repleto de teorias e curiosidade. Como, por exemplo, seria caso a humanidade não fosse mais o ser supremo sobre todas as criaturas.

 

Resenha do Livro Planeta dos Macacos - Pierra Boulle

Tudo isso podemos encontrar num livro de tamanho médio, que deu a origem ao grande clássico dos cinemas. Abaixo confira o trailer do novo filme de Planetas dos Macacos. É previsto três filmes desta nova safra do clássico.

Não deixem de comentar! até a próxima!

Related posts

Resenha: A Menina Mais Fria De Coldtown

Resenha: A Menina Mais Fria De Coldtown


Resenha: A Menina Mais Fria De Coldtown

Para quem gosta de um bom romance com muita aventura, perigo e vampiros, A Menina Mais Fria De Coldtown de Holly Black é uma ótima escolha. Com capítulos intercalados entre os acontecimentos atuais e flashbacks que dão sentido a história, o livro narra em terceira pessoa a história de Tana, uma...

Resenha: O Purgatório Mental – Henrique Medeiros

Resenha: O Purgatório Mental - Henrique Medeiros


Resenha: O Purgatório Mental - Henrique Medeiros

"Em minha última manhã eu percebi que sempre fui o nada que temia me tornar." (Thy Light)  "O Purgatório Mental", trata-se de uma obra nacional de romance/fantasia, que chegou ao mercado literário nesse ano de 2017. O autor, Henrique Medeiros, escreveu a história quando tinha apenas 17...

Resenha: Sono – Haruki Murakami

Resenha: Sono - Haruki Murakami


Resenha: Sono - Haruki Murakami

Um livro muito pequeno, considerando suas poucas 120 páginas, mas com certeza de uma leitura intrigante e definitivamente indispensável. Sono do escritor japonês Haruki Murakami traz o relato de uma mulher aparentemente comum, dona de casa, mãe e mulher, mas com um pequeno detalhe de diferença...