Título e Capa 4
Escrita / Enredo 4
Originalidade 3
Personagens 5
Final 4

É o ano da graça de Nosso Senhor de 2017. Eu, Jeferson, um simples bardo (com alma de bárbaro), venho até vós contar sobre Angus MacLacham, destemido guerreiro, com descendência tanto nórdica quanto picta e escota. Venham e se acheguem perto da fogueira. Peguem uma caneca de hidromel, um pedaço de carne, e viagem comigo ..

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Título e Capa 3
Escrita / Enredo 4
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Personagens 4
Final 4
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Resenha – Angus: O Primeiro Guerreiro

Iluminação frontal do tomo que conta a história do nobre Angus

Iluminação frontal do tomo que conta a história do nobre Angus

É o ano da graça de Nosso Senhor de 2017. Eu, Jeferson, um simples bardo (com alma de bárbaro), venho até vós contar sobre Angus MacLacham, destemido guerreiro, com descendência tanto nórdica quanto picta e escota. Venham e se acheguem perto da fogueira. Peguem uma caneca de hidromel, um pedaço de carne, e viagem comigo para a longínqua Bretanha do ano da graça de Nosso Senhor de 863.

Durante as minhas viagens, ouvi vários relatos das histórias de Angus. Desde sua trajetória como um nórdico sedento de sangue, passando por um tempo recluso em um monastério, e então se juntando aos povos que fazem oposição aos daneses, também conhecidos como vikings, e reconhecendo no Deus dos cristãos o seu patrono e Senhor.

Talvez o relato mais oportuno e completo que eu tenha visto seja o do bardo Orlando, filho de Orlando, que dedicou boa parte de seu tempo para me relatar essa história. Peço que me perdoem se acaso eu não conseguir descrever com detalhes as contendas sangrentas que Angus participou, pois o bardo Orlando me poupou desses detalhes. Em minha mente, questionei o motivo dessa omissão de detalhes, porém, depois que ouvi mais sobre o nobre guerreiro, percebi que as batalhas são apenas um detalhe, e o que realmente importa é a fé que cresce no coração de Angus.

O relato do tempo que Angus passou no monastério, aprendendo com o sábio Nennius é algo que toca fundo o coração e a alma. Nesse momento, vários ensinamentos são passados a Angus, e podemos tirar frutos desses ensinamentos, principalmente das virtudes que Nennius ensina a Angus.

Conforme o bardo Orlando me relatava as aventuras e desventuras de Angus, cada vez mais eu ficava maravilhado com o quanto o guerreiro suportou durante sua jornada. Pude comprovar o quanto o guerreiro cresce, tanto espiritualmente quanto fisicamente. Seu tempo no monastério é algo incrível. Para quem é cristão, ou até mesmo pagão, mas nutre algum conhecimento, é uma riqueza de detalhes e ensinamentos. Ensinamentos esses que podemos, e talvez até devamos, usar nos nossos dias.

Mas, meus caros amigos, a vida nunca é simplesmente alegrias e festas. Há também o seu lado sombrio, e Angus passou por grande sofrimento. Não quero entrar em mais detalhes, afinal a história tem que ser, em sua totalidade, ouvida direto do bardo Orlando, mas, em histórias de guerra, perdas são esperadas. Assim como o bardo Martin ilustra em seu épico, todos podem morrer a qualquer momento.

Talvez vós pensais que esta história é parecida com a do bardo Bernard, mas as histórias passadas no tempo do bardo Bernard diferem em muito da história de Angus. A maior semelhança, talvez, seja apenas a localidade dos acontecidos. Saibam aproveitar as duas histórias, pois ambos são bardos ótimos, e sabem entreter sua plateia com seus contos.

Não pude falar tanto quanto gostaria sobre a história, mas isso se deve ao fato da história não ser minha. O máximo que eu pude fazer é atiçar vossa curiosidade, para que vós procurais o bardo Orlando, e ouçam a história da boca dele, ou então adquiram o tomo manuscrito e iluminado pelo monastério Novo Conceito, no scriptorium Novas Páginas. Quando conhecerem a história, não deixem de voltar a mim, para contar suas impressões sobre Angus. Despeço-me, na esperança que nossos caminhos voltem a se encontrar novamente.

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