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Personagens 2
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“Corvos de Odin”, segundo livro da série “As Crônicas de Blackwell”. Neste volume, temos a continuação dos descendentes dos deuses nórdicos tentando deter o Ragnarok e se metendo em diversas encrencas para isso. Antes de começar minhas críticas, aqui está a sinopse oficial dessa obra: “O jovem Matt Thorsen sempre soube que era descendente de ..

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Resenha: Corvos de Odin – As Crônicas de Blackwell; K.L. Armstrong & M.A. Marr

“Corvos de Odin”, segundo livro da série “As Crônicas de Blackwell”. Neste volume, temos a continuação dos descendentes dos deuses nórdicos tentando deter o Ragnarok e se metendo em diversas encrencas para isso. Antes de começar minhas críticas, aqui está a sinopse oficial dessa obra:

“O jovem Matt Thorsen sempre soube que era descendente de Thor, o deus do Trovão, mas nunca deu muita bola para isso, até as runas revelarem que o Ragnarök, o apocalipse nórdico, estava próximo e ele tinha uma missão a cumprir para evitar isso. Depois de se juntar a seus primos Fen e Laurie Brekke, com o objetivo de encontrar outros descendentes capazes de lutar contra o fim do mundo em Lobos de Loki, primeiro livro da série Crônicas de Blackwell, agora, em Corvos de Odin, o trio sofre um golpe que vai levá-los ao Submundo, onde eles enfrentarão novos e perigosos desafios. Será que Matt, Fen e Laurie conseguirão encontrar o Martelo de Thor e salvar a humanidade do fim? Considerada “o Percy Jackson da mitologia nórdica”, a série assinada pela dupla K. L. Armstrong e M. A. Marr traz as incríveis lendas nórdicas para o nosso tempo em uma aventura fantástica, cheia de surpresas e com personagens cativantes.”

Não resenhei o primeiro livro, “Os Lobos de Loki”, mas numa classificação de 5 estrelas, dei 3, pois não achei que era uma história ótima e nem uma história péssima, estava ali no meio termo. Isso, no caso do primeiro livro, agora, vamos a avaliação deste!
Bem, chamam As Crônicas de Blackwell de “o Percy Jackson da mitologia nórdica”, correto? Eu discordo. Acho que é uma ofensa ao Percy essa comparação. Percy Jackson tem uma desenvoltura, um enredo e personagens muito mais cativantes do que As Crônicas de Blackwell.
Outro ponto a ser colocado, o tema é mitologia nórdica. Legal, mitologia! Ótimo tema! Mas quando se tem esse tipo de temática, você tem que dedicar as últimas páginas do seu livro a uma coisinha mágica e incrível chamada “glossário”. Coisa que eu não vi, nem no primeiro e nem no segundo livro. Porém, no segundo livro, a ausência de um glossário prejudicou muito a leitura. Por diversas vezes, apareciam na história nomes nórdicos, de lendas, de objetos, etc e tal e não era explicado o que aquele nome ou lenda representava. 

Mais um ponto a ser descrito, o que aconteceu com aquele drama e mistério que finalizou o primeiro livro? Se você ainda não leu Os Lobos de Loki, não leia esse parágrafo, pois tem um spoiler do final do livro! Pois bem, o primeiro livro termina com a morte de Baldwin e com Matt, Fen e Laurie tomando a decisão de ir a Hel (terra dos mortos) para trazê-lo de volta a vida.
O que eu esperava do início do segundo livro? Toda a narrativa deles chegando a Hel, da discussão deles sobre quem iria ou não e o que eu vi? Os personagens já lançados em Hel. Foi como se as autoras resolvessem ter pulado uma parte da história, deixando pontos em abertos, para seguir logo para a ação. Ação essa que acaba em 3 capítulos.

Isso é outro ponto que tenho que colocar, as autoras criam situações complicadas para inserir os personagens, lutas difíceis, monstros difíceis de derrotar, fazem um “dramazinho” e depois, “paaah”, do nada, e às vezes de maneiras muito bobas, os personagens vencem. Não fica real, fica forçado, fica chato.
É como se colocassem o personagem principal para lutar com um gigante fortão, e depois de 10 páginas de luta cansativa, o personagem coloca o pé, o gigante tropeça, cai e morre. É mais ou menos assim a conclusão das coisas que ocorrem na história.
Aí vocês vão dizer “ok, mas é uma literatura infanto-juvenil!”, eu sei disso, mas não é porque é literatura infanto-juvenil que precisa ser forçada e boba desse jeito.
Sem falar da escrita, que eu não curti nem um pouco.
Mas acho, sinceramente, que as autoras escreveram esses livros, visando agradar os filhos delas e não um número enorme de diversos leitores.
Por fim, finalizo dizendo que o tema mitologia nórdica tinha tudo para ser muito legal, porém, o estilo, ou falta de estilo na escrita, estragou tudo.

Essa foi a resenha de hoje. Não se esqueçam de inscrever-se no nosso site para não perder nenhuma resenha, e sigam nossas redes sociais. Até a próxima.

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