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Personagens 5
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“Em minha última manhã eu percebi que sempre fui o nada que temia me tornar.” (Thy Light)  “O Purgatório Mental”, trata-se de uma obra nacional de romance/fantasia, que chegou ao mercado literário nesse ano de 2017. O autor, Henrique Medeiros, escreveu a história quando tinha apenas 17 anos! E agora, depois de revisada, a obra ..

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Resenha: O Purgatório Mental – Henrique Medeiros

“Em minha última manhã eu percebi que sempre fui o nada que temia me tornar.” (Thy Light) 

“O Purgatório Mental”, trata-se de uma obra nacional de romance/fantasia, que chegou ao mercado literário nesse ano de 2017.
O autor, Henrique Medeiros, escreveu a história quando tinha apenas 17 anos!
E agora, depois de revisada, a obra chegou ao público e nós do Mundo das Resenhas, não poderíamos de forma alguma, deixar de resenhá-la.

“Foi de um céu estranho e cinzento que eu caí. Sem memórias, sem ideias. Nada além da roupa do corpo e de noções vagas e inúteis.
Chovia com força. Eu sentia as gotas chocando-se contra mim enquanto meu corpo ia de encontro ao chão lá embaixo. Não sei como, ou quando eu parei aqui. Eu não lembro de absolutamente nada. Iria morrer sem ao menos saber quem sou eu.”

“O Purgatório Mental” tem sua narrativa feita em primeira pessoa, sob o ponto de vista do nosso protagonista: um jovem, que perdeu completamente suas memórias. Não sabendo quem ele é, O QUE ele é, de onde veio e por que está onde está.
Já não bastasse a “desmemoria”, o jovem se encontra em uma floresta bem sinistra, cujos habitantes são seres sobrenaturais, que o perseguem onde quer que ele vá. Como ele chegou nessa floresta? Simples, caindo diretamente do céu!
Em um lugar onde aparentemente não é seguro confiar em nada e nem em ninguém, eis que surge uma mulher misteriosa, disposta a mostrar o caminho que talvez, o leve para fora daquele inferno. Mas antes de qualquer coisa, é necessário saber: o que esse jovem fez para ir parar nesse lugar repleto de demônios e coisas ruins? O QUE ele é? E o que fazer para sair desse lugar? Será que existe uma saída? Quem é a mulher misteriosa que o guia e por que ele sente uma atração tão grande por ela?
Para ter acesso a essas respostas, só embarcando nessa aventura repleta de suspenses.

Bom, eu embarquei nessa aventura, cheia de mistérios e um tanto quanto diferente.
A narrativa em primeira pessoa é excelente para te fazer mergulhar de cabeça na mente confusa e assustada do jovem sem memórias, te fazendo se sentir exatamente como ele: cheio de perguntas, mas sem nenhuma resposta.
O fato do livro iniciar de forma um tanto quanto atípica, com o jovem despencando do céu diretamente no coração de uma floresta negra, desperta uma curiosidade imensa sobre O QUE é esse personagem.
E o fato de ele não possuir nenhuma lembrança do seu passado, faz com que você fique totalmente no escuro a respeito do que sentir por ele. Será uma pessoa boa? Ruim? Digna de confiança?
E já não bastasse todos os questionamentos que esse fator da falta de memória traz, há os questionamentos sobre o lugar onde ele se encontra. Uma floresta negra, repleta de demônios e criaturas estranhas, que não dão um minuto de sossego ao jovem, o perseguindo onde quer que ele vá.
É claro, que o título “O Purgatório Mental”, faz com que você levante suspeitas do possível local onde ele está, mas são tantas possibilidades, que você acaba por não ter certeza de nada.
Mas fique tranquilo, em dado momento, as perguntas vão aos poucos sendo respondidas durante a jornada do jovem pelas entranhas da floresta negra, em busca de um local seguro longe de toda aquela loucura.

“— E quem falou que a jornada seria fácil? Ela nunca é. É como a luz da saída de uma caverna. Você avança até ela, mas não imagina o que poderá estar no caminho, escondido na escuridão. Você pode tropeçar, se machucar, sofrer… Mas a vida é isso, não é? Essa luz… Esse é o destino. Ele sempre está lá, mas não necessariamente você irá até o fim. As cavernas são cheias de câmaras e corredores. Você é totalmente livre para tentá-los, mesmo que talvez nunca volte a ver essa luz.”

Considerações finais:

Trata-se de uma obra nacional independente, e embora tenha sido revisada, sempre algum errinho acaba passando. Em dados momentos, há confusões entre “narrativa no passado vs narrativa no presente”, mas nada absurdo e que prejudique a leitura. Alguns outros errinhos, creio eu que de digitação, mas bem poucos.
No geral, todo o enredo em si, me surpreendeu bastante, o autor não está errado em afirmar que buscou escrever algo diferente e raramente encontrado por aí. Me senti presa a história e muito curiosa com o seu desfecho, que não me decepcionou nenhum pouco.
Uma história admirável!
Por isso, reforço: há muitas obras nacionais ótimas! Se você sair um pouquinho do clubinho estrangeiro e explorar do lado de cá da ponte, vai se surpreender.
Por fim, deixo aqui a minha recomendação de leitura da obra, garanto que vocês não irão se arrepender. Até a próxima!

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