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Hoje vou falar sobre um livro NACIONAL! E melhor ainda, de um autor parceiro do Mundo das Resenhas, “Fábio Baptista”. O livro se chama “Prelúdio do Ocaso” e é uma coletânea de contos. Isso mesmo, contos! Eu já fiquei um tanto quanto apaixonada pela arte da capa, que achei muito atrativa, e quando dei início ..

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Resenha: Prelúdio do Ocaso – Fábio Baptista

preludio-do-acasoHoje vou falar sobre um livro NACIONAL! E melhor ainda, de um autor parceiro do Mundo das Resenhas, “Fábio Baptista”.
O livro se chama “Prelúdio do Ocaso” e é uma coletânea de contos. Isso mesmo, contos!
Eu já fiquei um tanto quanto apaixonada pela arte da capa, que achei muito atrativa, e quando dei início a história e percebi que o livro se tratava de uma coletânea de contos, minha atração aumentou mais ainda.
Sou suspeita para falar, já que acho a leitura de contos incrível. Histórias curtinhas, rápidas de se ler e que quando são bons… Encantam que é uma beleza!
Então, já comecei a leitura com a expectativa lá no alto.
A coletânea possui um total de dez contos de literatura fantástica. Vou tentar falar um pouquinho de cada um.

O primeiro deles, se chama “A Queda de Lenora Endriel”, e retrata a história de uma elfa que tem extrema curiosidade de ultrapassar os limites do reino onde vive e quando acaba ultrapassando esses limites, bem… O resultado pode não ser tão bom…
Este conto já abre o livro muito bem, as reviravoltas contidas nele e o final inesperado, surpreendem muito!

O segundo conto, se chama “Em Nome do Pai”, e é narrado a vida de Robert. Alguém afetado na infância por uma perda muito cruel e sua busca em vinga-la, para que possa viver em paz consigo mesmo.
Drama e fantasia casam muito bem nessa narrativa e o final, (Pequeno Drygan, se você já leu, vai entender a referência) ah, achei extremamente fofo!

O terceiro conto chama-se “Pena de Fênix” (título impactante) e relata a história de um elfo, que apesar de ser um elfo apresenta problemas bem humanos.
Este, é bem curtinho, mas repleto de reflexões filosóficas. Fantasia dando as mãos a realidade.

O quarto conto, chama-se “O Beijo Prometido” (opa, será que vem romance por aí?), o que você faria para receber um beijo da pessoa que ama? Sairia em uma aventura perigosa para demonstrar sua coragem?
Pois o personagem desse conto saiu. Mas, será que essa empreitada valerá a pena? O que eu tenho a dizer? Mais um conto com uma reviravolta inesperada!

O quinto conto, chama-se “O Dia da Convenção” e temos como personagem principal uma bruxa, que quer porque quer ganhar a convenção anual das bruxas, mostrando que tem o melhor feitiço de todos.
Humor é o que não falta nesse conto!

O próximo da lista, é o conto “Prelúdio do Ocaso”, que dá nome ao livro e que por ter sido o escolhido para entitular o livro, me deixou muito curiosa a respeito.
Nele, temos relatada a história de Gustaf, um pescador que perde seu emprego e para continuar sustentando sua família, aceita trabalhar em um barco de um homem que dizem não bater muito bem das ideias… E essa decisão… Bem, pode não render frutos tão agradáveis assim.

O sétimo conto do livro, chama-se “Paladino” e retrata a busca de um homem em combater o mal que o cerca e assola o mundo é é nessa empreitada que ele conhece uma mulher que precisa muito de sua ajuda. Mas será que vai ser tão simples assim ajudá-la?

O oitavo conto, chama-se “Princesa Dragão” e é narrado por um bardo que já que não pode depender da lei Rouanet (eu captei a cutucada ao governo)e tem que ir de taberna em taberna fazendo seus espetáculos para sobreviver. E no espetáculo do dia, será narrado a história da Princesa-Dragão (não, ela não tem esse nome por ser feia). Leiam e vocês vão entender tudinho.

O nono conto, chama-se “A Nova Vizinha”, e como já diz o título, mostra uma família que se depara com uma nova vizinha em seu bairro.
Uma mulher misteriosa e provocante.
Até então, parece ser uma narrativa “normal”, desprovida dos tons fantasiosos dos contos anteriores, mas, não é bem assim, se você olhar bem, vai ver que nem tudo é tão normal assim.

O décimo e último conto, chama-se “Mesmo que Custe a sua Alma” e relata a história de um jovem que assume o posto de rei após a morte de seu pai e tem uma fixação pela cidade que ele avista além do mar… Talvez essa fixação não traga bons resultados.
E assim, termina o livro.
Vou dar agora um Feedback geral de tudo que eu li.

Bem, é um livro em que você encontra mitologia nórdica, ação, humor, drama e muitas outras coisinhas mais.
Algumas “críticas” que tenho a fazer são que a linguagem utilizada tem um estilo mais formal em alguns pontos e bem informal em outros. O uso de onomatopeias no conto O Dia Da Convenção, pode vir a gerar controvérsias dependendo de quem leia, já que não é algo de uso comum em livros.
Há alguns problemas em citar coisas extremamente atuais em contos que aparentemente se passam antes dessas coisas atuais existirem.
Mas, tirando esses pequenos detalhezinhos, o livro em si é muito bom. Os contos foram muito bem intercalados. Ora um com mais ação, ora um mais dramático, ora um engraçado.
A ressalva final que faço, é sobre a última página do livro, cujo título é “Sobre o Autor”, onde diz que o mesmo procura escrever coisas que despertem emoções, lágrimas e sorrisos, prezando sempre pela qualidade literária. Mas que vem falhando miseravelmente até então, mas continua tentando.
Que história é essa de falhar? Não tem nada de falha aqui, está muito bem encaminhado, moço! Parabéns pelo trabalho!

E vocês, leiam, garanto que não irão se arrepender!

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  • Fabio Baptista

    Olá! Muito legal a resenha, Jaíne! Gostei bastante 😀

    Só me justificando sobre as referências a coisas modernas nos contos que se passam na época medieval: isso foi seguindo a linha escrachada desses contos, no caso: “O Dia da Convenção” e “A Princesa Dragão”. Agora, se teve essas referências anacrônicas em outros contos, daí foi erro mesmo ahauhauhau (por mais que a gente revise, algumas coisinhas desse tipo sempre acabam passando, infelizmente). Muito obrigado! Grande abraço!

    • Jaíne Belmonte

      Fico muito feliz que tenha gostado!
      E realmente, as modernidades surgiram apenas nesses contos mais cômicos e já que foi intencional para dar um ar mais escrachado a tudo, então não tem nada errado! Deu muito certo, até!
      Abraço e sucesso para você! ;D