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Personagens 5
Final 5

Um bom livro sobre viagem temporal Imaginem uma máquina do tempo nas mãos do governo americano. A possibilidade de evitar alianças que os prejudicaram, a possibilidade de evitar guerras, ataques terroristas, poder alertar a população de desastres naturais antes deles acontecerem, salvando diversas vidas… Enfim, infinitas possibilidades a se fazer quando você tem o poder ..

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Resenha: Todos os Nossos Ontens – Cristin Terrill

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Um bom livro sobre viagem temporal

Imaginem uma máquina do tempo nas mãos do governo americano. A possibilidade de evitar alianças que os prejudicaram, a possibilidade de evitar guerras, ataques terroristas, poder alertar a população de desastres naturais antes deles acontecerem, salvando diversas vidas… Enfim, infinitas possibilidades a se fazer quando você tem o poder de voltar atrás e mudar o passado. Mas, será que isso é uma coisa boa? Mexer com o tempo? Ter tamanho poder em mãos? Será que o governo visaria o bem estar mundial? Ou só o deles próprios?
Em “Todos os Nossos Ontens”, vemos que alterar o passado pode não ser uma coisa tão boa assim. O futuro mudou, o presente está mudado. Talvez pior do que seria se nunca tivessem conseguido o poder de mudar o passado. E cabe a uma jovem, chamada Em e ao seu amigo, Finn, voltar no tempo e tentar impedir a qualquer custo (e às vezes esse custo pode ser alto demais) a construção dessa máquina do tempo.

A narração é toda em primeira pessoa e se altera entre duas personagens. Em (que eu acredito que em tradução livre, deveria ter sido escrito como “M”, mas ao invés disso, resolveram escrever Em, que seria a pronúncia de M em inglês, de qualquer forma), não sei se essa troca foi intencional ou não (visando dar uma confundida e não entregar o barato do livro logo no começo), acho que quem leu, pode entender o que quero dizer.
Enfim, temos Em, a garota do futuro e que quer mudar o passado. E Marina, a garota do passado e sua paixão avassaladora pelo seu melhor amigo, James.
Então, como vocês podem imaginar, é uma narrativa bem versátil. Na parte de Em, algo mais dinâmico, com mais ação, suspense e um pouco de drama. E na parte de Marina, algo mais romântico, e com seu toque de drama também.

Para mim, viagem no tempo, é um tema que costuma confundir e dar aqueles nós no cérebro. Afinal, é um tema que o autor precisa bolar suas teorias sobre voltar no passado, os paradoxos que isso gera, as consequências, as diferentes linhas do tempo e isso pode confundir bastante. Mas no caso de Todos os Nossos Ontens, achei as teorias bem explicadas e aceitáveis. Você pode até falar “ah, mas isso não tem sentido! Se voltasse no tempo, não seria assim que ia acontecer!”, mas estamos falando de um livro de FICÇÃO, e quando o tema é FICÇÃO, cada um tem seu modo de ver, interpretar e de criar. Cada livro com essa temática vai apresentar o ponto de vista do autor sobre o tema e como é um tema complexo… Pode gerar controvérsias. Como eu falei agorinha a pouco, EU achei aceitável todas as teorias.

Um dos marketings utilizado na venda desse livro, foi a seguinte frase “fãs de Jogos Vorazes vão adorar!”. Sou fã de Jogos Vorazes e afirmo, que pelo menos desta vez, o marketing estava certo!
Se bem que, acredito que a única similaridade que tenha com Jogos Vorazes seja a distopia da história. E nem sei se tal comparação seria válida, acho que são universos diferentes com personagens diferentes.
A leitura em si é rápida e o fato de ser em primeira pessoa faz você se sentir na pele das personagens, principalmente no caso de Em, te faz pensar o que você faria se estivesse no lugar dela. Te faz sentir os mesmos conflitos emocionais que ela sente.
A história foi ótima, não tenho pontos a criticar. Tudo correu bem e o final, definitivamente foi de um jeito que eu não esperava, mas que me agradou muito.
Por fim, digo a vocês que essa é uma boa história sobre viagens temporais e distopia para se ler. Nada de enrolação, nada de estender uma história por vários e vários livros. Um começo, um meio e um fim contidos em 352 páginas e tudo muito bem escrito.
Leiam e pensem duas vezes antes de construir uma máquina do tempo para voltar ao passado.

Até a próxima, pessoal! (Sinopse oficial da obra logo abaixo).

“O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo…”

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