Título e Capa 5
Escrita / Enredo 4
Originalidade 5
Personagens 5
Final 4

As vinte e tantas léguas submarinas. Parte 1   As Vinte Mil Léguas Submarinas. Livro adorado e aclamado por muitos e quase todos que entendem de Oceanografia. Hem? Como? Sim, como o título já diz, iremos embarcar numa aventura nos mares, oceanos e rios do mundo. Vamos conhecer o mundo submarino criado por Júlio Verne, ..

Summary 4.6 great
Título e Capa 0
Escrita / Enredo 0
Originalidade 0
Personagens 0
Final 0
Summary rating from user's marks. You can set own marks for this article - just click on stars above and press "Accept".
Accept
Summary 0.0 bad

Resenha – Vinte Mil Léguas Submarinas (Primeira Parte)

As vinte e tantas léguas submarinas.

Parte 1

 

As Vinte Mil Léguas Submarinas. Livro adorado e aclamado por muitos e quase todos que entendem de Oceanografia. Hem? Como? Sim, como o título já diz, iremos embarcar numa aventura nos mares, oceanos e rios do mundo. Vamos conhecer o mundo submarino criado por Júlio Verne, o pai da ficção, ou um dos pais.

Para entendermos um pouco mais sobre isso ou porque que esse livro é tão aclamado devemos saber em que ano se situa ou em que circunstância foi escrito o livro. No Vinte Mil Léguas Submarinas conhecemos a história do Professor Aronnax, do servo dele, Conselho e também do personagem mais instável e mais valente, o arpoador de baleias Ned Land.

A história que iremos ver hoje foi escrita em 1870, no ano em que as invenções humanas estavam ficando cada vez mais audaciosas e cada vez mais engenhosas. E nesse ano adivinha o que acontece? Nada. É mais um ano comum no mundo exceto no Brasil que acontece algo que está nos livros da escola. Um revolucionário nordestino. E se não me engano termina a guerra do Paraguai. No mundo algumas coisas aqui outras ali, ponte do Brooklin… mas nada sobre ciência. Nesses anos a Ciência não era tão difundida no mundo. Nada sobre submarinos, nada sobre coisas elétricas; Só o meio militar que ganhava destaque com navios a vapor afinal essas coisas estavam surgindo e engatinhando. Mas não na mente de Júlio Verne.

Enfim, nasce a obra com mais informações tecnológicas que um livro jamais teve até então. O que Júlio Verne fez com suas obras foi o que já disse; ele juntou as informações tecnológicas existentes ou que estavam a desenvolver e trouxe ao público juvenil, adulto e quem mais quisesse ler as maravilhas das ciências e tecnologias. Mas o que ele trouxe?

Nessa resenha vocês irão conhecer as tecnologias pensadas pelo escritor. Tecnologias que temos atualmente. Muitos dizem que ele ajudou a pensar nos problemas que os cientistas tinham quando estavam prestes a fazer o famoso Eureka!

Ilustração do Náutilus

Começaremos pelo submarino Náutilos. Imagine um submarino totalmente funcional com energia elétrica? Sim, esse é o Náutilos com seus motores potentes movidos simplesmente com energia elétrica. Para eles produzirem a energia elétrica no livro eles precisam do mar. Tudo que se usavam dentro do submarino, de acordo com o livro, era tirado do fundo do mar, inclusive a energia elétrica para o funcionamento do Náutilos. Como isso é possível? Leia o livro e você entenderá. Mas muitos dizem que o Náutilos foi um submarino Nuclear, já que um submarino nuclear garante uns seis meses de autonomia sem precisar voltar para a superfície. Já o de Júlio Verne não era tão potente, mas para a época era incrível, fazendo assim a possível autonomia do mesmo. Inclusive o ar era separado de uma maneira que garantiria a sobrevivência dos tripulantes. No livro ele descreve detalhadamente cada parte do funcionamento do submarino em uma linguagem técnica. Se não souber do que se trata vai boiar.

O fuzil elétrico do capitão Nemo e sua tripulação

Esse livro é sempre baseado em coisas que podem ser realizadas com energia. Inclusive suas armas. São como eu chamei de fuzil moderno precoce. Esse fuzil elétrico hoje em dia é usado em partidas de airsoft, mas o princípio é usado nos fuzis de guerra por aí. O que ele imaginou possuiu uma câmara única onde se gera uma espécie de fusão com o ar e com sei lá mais, algo técnico que, por mais que eu entenda, não

sei como explicar. Mas sei que esse modo é usado nos fuzis de hoje. E é tão bom que funcionaria até no espaço. Outra coisa que achei incrível foi que esses fuzis possuíam carregadores. Ou seja, é um fuzil moderno com carregador, mas o dele atira balas elétricas e tem um funcionamento elétrico. Tudo é à base de energia elétrica como mencionei. Acredito que isso acontece no livro pelo fato da energia elétrica ser uma invenção recente no ano em que o livro saiu. Outra coisa é a bateria. Essa de hoje.

Jules Verne dive suit, Home Theater Design

Esta seria a roupa dos escafandristas Imaginado por Júlio. Portando fuzil, cilindro de oxigênio entre outras coisas mais

Antigamente. Lá no século 19, para se fazer mergulhos no mar eles usavam o escafandro. Uma roupa de mergulho pesada, mas muito pesada. Para respirar eles usavam uma espécie de bomba de ar. Pois bem, Júlio teve a ideia de pensar nos cilindros de ar comprimido. Isso mesmo, com isso eles poderiam ter ar por cerca de duas horas. Podiam se distanciar o bastante sem se preocupar com os canos de oxigênio e com alguém bombeando ar. Única coisa que ele não conseguiu pensar for num modo de comunicação entre eles durante os passeios no fundo do mar. Por exemplo, um simples rádio seria o suficiente, mas dá para entender que na  época era impossível de pensar em tudo que temos hoje. Estudando um pouco sobre o Júlio Verne sabemos que ele idealizou muitas coisas de hoje como a internet, por exemplo.

Dentro do Náutilos nós vemos uma imensa casa, com salas e quartos soberbos e modernos para a época. Uma coisa legal são as fiações elétricas que são vistas principalmente na cabine onde se pilota o submarino. A surpresa do professor Aronnax é tão grande que até nós, conhecendo a fiação elétrica, nos assustamos. É emaranhado de fio pra cá e pra lá. O sistema de comunicação dentro da máquina é muito legal. São tubos de comunicação que levam para todas as salas em formas de alto falantes, e claro que tudo elétrico. Tudo pra eles é elétrico.

Em uma visão geral, as tecnologias feitas no livro na realidade já existiam, ou ainda estavam sendo produzidas, mas o que Júlio Verne fez foi descrever o que essas tecnologias poderiam ser capazes de se tornar, por exemplo, o submarino que foi utilizado pela primeira vez na Guerra Civil Norte Americana, lá no ano de 1963, mas como a tecnologia ainda era fraca, o submarino naufragou no mesmo ano e no mesmo dia em que foi feito. Nele cabia cerca de oito homens, incluindo um Oficial. O curioso que a propulsão das hélices era feita pelos tripulantes. Coitado dos soldados.

Essas foram algumas das tecnologias que quis descrever. Claro que há muitos outros aspectos do livro, mas as direi na segunda parte da resenha. Nesta parte contarei então sobre os personagens e minhas impressões sobre os mesmos.

Até lá pessoal! Não se esqueçam de comentar, compartilhar e seguir nossas redes sociais!

léguas

Related posts

Resenha: A Menina que não Acredita em Milagres

Resenha: A Menina que não Acredita em Milagres


Resenha: A Menina que não Acredita em Milagres

Milagres não existem para pessoas como Campbell. Ela não era alguém que podia arcar com os custos do privilegio da mágica. E com essa crença, ou “ descrença”, se entrega a doença terminal, que pouco a pouco, vai esvaindo a vida de seu corpo, bem como, sua vontade de lutar para permanecer aqui...

Resenha – How To Get Away With Murder (Lições de um Crime)

Resenha - How To Get Away With Murder (Lições de um Crime)


Resenha - How To Get Away With Murder (Lições de um Crime)

Sim, amiguinhos. Limpem o sangue de seus troféus, queimem bem os corpos e venham comigo em mais uma resenha de série aqui no mundo das Resenhas, Hoje vou falar um pouco sobre How To Get Away With Murder, produzida e distribuída pelo canal ABC e com ínicio de exibição na rede globo sob o nome...

Resenha – It, A Coisa – Stephen King

Resenha - It, A Coisa - Stephen King


Resenha - It, A Coisa - Stephen King

"Ele soca postes de montão e insiste que vê assombração" Tenho que respirar fundo antes de começar essa resenha, porque esse livro me tirou completamente o ar! "Este livro foi iniciado em Bangor, Maine, no dia 9 de setembro de 1981, e terminado em Bangor, Maine, em 28 de dezembro de 1985"...