Título e Capa 5
Escrita / Enredo 5
Originalidade 5
Personagens 5
Final 5

******************************NÃO contém spoiler****************************** Como fico feliz de indicar esta aclamada série de HQs. “Black Hammer” é tudo o que dizem… bem desenhada, bem escrita, com uma excelente colorização e um desenvolvimento fenomenal.  Quando vi todo o burburinho com o lançamento do primeiro volume no Brasil, achei que seria mais uma série de heróis como tantas ..

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Série Black Hammer: “Análise das histórias 1-6” – Vale a pena a leitura #04?

******************************NÃO contém spoiler******************************

Como fico feliz de indicar esta aclamada série de HQs. “Black Hammer” é tudo o que dizem… bem desenhada, bem escrita, com uma excelente colorização e um desenvolvimento fenomenal.  Quando vi todo o burburinho com o lançamento do primeiro volume no Brasil, achei que seria mais uma série de heróis como tantas outras que temos no mercado. Mas eu estava enganado. “Black Hammer” é uma séria sobre os personagens, sem muita ação e sem focos em questões políticas e seus alicerces.

Trata-se da jornada de super-heróis que após enfrentarem um poderoso e galáctico vilão, se veem presos em uma outra realidade. Não sabem como foram parar ali e nem como voltar para seu mundo de origem. Se veem tendo que se adaptar a uma nova realidade e passam de uma equipe de super-heróis não oficial, para uma família. Tendo que se esconder dos moradores da estranha cidade que agora habitam, uma realidade familiar passa a ser necessária. Alguns tentam seguir em frente, outros se desesperam e tentam descobrir a solução para algo aparentemente insolucionável.

Apesar de “Black Hammer: Origens Secretas”, o primeiro volume, se focar basicamente neste plot, a série vai muito além disso. Jeff Lemire homenageia diversas obras e autores. Temos referências a Capitão América, Liga da Justiça, Darkside, o poderoso vilão da Marvel Galactus, Shazam, caçador de Marte, Tropa dos Lanternas Verdes, Asilo Arkhan, Watchmen entre tantas outras homenagens. “Black Hammer: O Evento”, o segundo volume mostra parte da persistência da filha de um dos heróis sumidos em tentar desvendar este mistério. Acompanhamos duas linhas temporais e passamos a entender melhor as motivações e relações dos cativantes personagens criados por Lemire. Mais mistérios surgem e mais imersiva a história se torna.

Conforme o arco principal vai sendo desenvolvido, o autor cria spin-offs que vão nos agraciando com narrativas tão incríveis ou até mais que o arco iniciado em “Black Hammer: Origens Secretas. ” Antes de passar para o terceiro volume que dá prosseguimento a história de forma linear, é indicado que a ordem de lançamento seja seguida para que nenhum detalhe seja perdido. Após “Black Hammer: O Evento”, temos “Sherlock Frankenstein and the Legion of Evil” (ainda não lançada no Brasil); que trata de explorar melhor a jornada da protagonista do segundo volume, mostrando sua interação com os vilões que outrora enfrentaram os mocinhos desaparecidos; em especial ao que dá nome a obra. Sherlock Frankenstein não se trata apenas de um vilão… tem sua aparição mostrada e desenvolvida com perfeição. É humanizado e tão interessante quanto todos os outros personagens. O plot desta HQ é importante principalmente porque serve de elo para o desenvolvimento de outra importante personagem, uma das protagonistas da série.

Mas quando eu achei que não poderia ficar melhor do que já estava, Jeff Lemire me surpreende mais uma vez com “Doctor Star and the Kingdom of Lost Tomorrows” (ainda não lançada por aqui). ” Sem sombras de dúvidas a melhor HQ da série até o presente momento. Apresenta um cientista workaholic que acaba adquirindo superpoderes que o cega e o faz abandonar a própria família. Acompanhamos suas aventuras interestelares, sua interação com seres galácticos e o mais incrível de tudo, as consequências de suas decisões. É uma HQ sobre relações familiares e a importância de estarmos ao lado de quem amamos. O autor entrega uma história que é pura emoção e que tem um final capaz de tirar lágrimas até do leitor mais durão. O tempo passa e não dá para voltar no tempo… algumas coisas não podem ser mudadas.  Pode não parecer, mas os acontecimentos e descobertas de Doctor Star estão diretamente ligados ao arco central deste universo. Nas duas primeiras HQs o autor aborda aceitação ao novo, homossexualidade e amizade. Em Frankenstein, o autor mostra que nem tudo é preto no branco. As pessoas não devem ser definidas apenas como boas ou más… dialogar e desenvolvermos empatia é essencial para a construção de relações mais saudáveis. Em Doctor, o autor reforça a importância da família e de aproveitarmos os pequenos momentos que ela nos proporciona.

E não para por aí… Em “Black Hammer: Cthu-Louise (ainda não lançada aqui)” o autor homenageia H. P. Lovecraft e entrega uma narrativa sobre racismo, bullying, preconceitos, aceitação e autodescobertas. Mostra o quão difícil é ser diferente dos demais; e o quão desesperador é não nos aceitarmos, transformando em árdua a jornada para descobrirmos o nosso lugar no mundo. Esta HQ tem ligação direta com “Sherlock Frankenstein and the Legion of Evil. ” É excelente e tem uma protagonista humana que vai muito além de sua aparência considerada bizarra. É para mim a terceira melhor história deste universo, sendo antecedida por “Black Hammer: Age of Doom Par I (ainda não lançada no Brasil)” que é a continuação direta do segundo volume “Black Hammer: O Evento. ”

É em “Age of Doom” que respostas mais sólidas são entregues. É fantástico como o autor desenvolve o arco principal e como tudo passa a fazer sentido de uma maneira incrivelmente insana. Quando chegamos neste volume, percebemos ainda mais a importância dos spin-offs em atar os nós e humanizar personagens. Percebemos a grandiosidade deste universo como um elemento único, onde todas as peças são importantes. É excelente em um nível quase inexplicável e é superado pra mim apenas por “Doctor Star and the Kingdom of Lost Tomorrows.” “Black Hammer” é uma preciosidade e eu não quero que acabe tão cedo. O que me deixa muito feliz é saber que muitas histórias ainda serão lançadas. O “hammerverse” de Jeff Lemire é espetacular. Uma série contemporânea que nasceu para ser um clássico da nona-arte.

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