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******************************NÃO contém spoiler****************************** Autora: Karin Slaughter Editora: HarperCollins Brasil / Idioma: Português / Gênero:  Thriller psicológico / 464 páginas Duas irmãs, um passado aterrador e um presente a se enfrentar. O que aconteceu e que segredos se escondem no passado e no crime atual que une novamente essas duas personagens? Quem gosta de livros policiais ..

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A Boa Filha: O livro que não justifica os elogios a autora.

******************************NÃO contém spoiler******************************

Autora: Karin Slaughter

Editora: HarperCollins Brasil / Idioma: Português / Gênero:  Thriller psicológico / 464 páginas

Duas irmãs, um passado aterrador e um presente a se enfrentar. O que aconteceu e que segredos se escondem no passado e no crime atual que une novamente essas duas personagens?

Quem gosta de livros policiais e thrillers de todos os tipos já deve ter ouvido falar de Karin Slaughter, um dos grandes nomes deste gênero tão aclamado. Autora de Flores Partidas – um dos maiores hypes dentro dos suspenses dos últimos anos – é tida como mestre em construir narrativas viciantes, repletas de reviravoltas chocantes, e de cenas de de tirar o fôlego, ao ponto de despertar o ódio e repulsa dos leitores. Claro que tantos elogios me fizeram ficar com um pé atrás, apesar da curiosidade para conferir se tantos enaltecimentos eram de fato merecidos.

Ao começar a leitura de A Boa Filha, me deparei com uma introdução excelente, com uma apresentação de personagens aceitável e com um desenvolvimento chocante, para dizer o mínimo. Cenas bem descritas, diálogos bem colocados e um desfecho interessante me fizeram acreditar que o livro seria espetacular. Contudo, devo dizer que a qualidade não permanece do início ao fim. Mas do que se trata A Boa Filha? O romance de Slaughter não traz nada de inovador quanto ao plot em si. Um crime ocorre, seguido de uma passagem de tempo que deixa buracos na narrativa que vão sendo preenchidos ao longo da leitura, sendo complementados com personagens fragilizadas que devem lidar com seus traumas e com fatos atuais que se mesclam com seus passados. Nada que um leitor do gênero já não tenha lido antes.

A autora trabalha bem fatos e trechos capazes de mexer com o emocional dos leitores, nos apresentando personagens ambíguas e decisões questionáveis. Todavia, a protagonista que toma conta dos 30% iniciais da obra não conseguiu me cativar. A achei insuportável, infantilizada e muito unilateral. Os personagens coadjuvantes são tão mal trabalhados quanto, e o início é repleto de orações coordenadas desenfreadas, que me fizeram acreditar que ou a autora não possuía domínio de outras pontuações além do ponto final; ou o trabalho de adaptação linguística (a famosa tradução) não havia sido bem realizada (permaneço com essa dúvida).

Apesar da outra personagem principal possuir uma personalidade mais orgânica, mais identificável e uma forma de se impor que me agradaram mais, não consegui ainda assim me imergir tanto quanto gostaria. A estrutura narrativa de Karin Slaughter é deveras linear, recheada de cenas e diálogos repetitivos, além de subtramas porcamente desenvolvidas. Os plot-twists são preguiçosos, com explicações que não me convenceram, e com um desfecho que me deu sono. Não gostei das personagens e não gostei do desenvolvimento. A Boa Filha é um livro esquecível que por enquanto não me trouxe a explicação que tanto desejava encontrar. Por que Karin Slaughter é tão elogiada?

Talvez minhas altas expectativas me fizeram desejar algo muito além do aceitável. Ou talvez eu tenha começado a ler a autora pelo livro errado. Apesar dos apesares, A Boa Filha é apenas um livro decepcionante que me fez encarar mais uma vez aquela velha, triste e inevitável realidade… nem todo livro é o que gostaríamos que fosse.

 

 

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