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Direção e roteiro: Guy Ritchie Trilha sonora: Alan Menken / Figurino: Michael Wilkinson / Gênero: Musical, romance, fantasia e comédia / Produtora: Walt Disney Pictures / Duração: 2h10min Em 25 de novembro de 1992 estreava Aladdin, a animação controvérsia, regada de críticas negativas, mas também repleta de elogios. A animação dirigida por Ron Clements e ..

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Aladdin (live-action 2019): O Imperfeito divertido.

Direção e roteiro: Guy Ritchie

Trilha sonora: Alan Menken / Figurino: Michael Wilkinson / Gênero: Musical, romance, fantasia e comédia / Produtora: Walt Disney Pictures / Duração: 2h10min

RESENHA CRÍTICA DO FILME ALLADIM 2019Em 25 de novembro de 1992 estreava Aladdin, a animação controvérsia, regada de críticas negativas, mas também repleta de elogios. A animação dirigida por Ron Clements e Jon Musker, e narrada por Robin Williams é o 31° filme da Walt Disney Pictures e um dos mais importantes dentro da era conhecida como Renascimento da Disney. A clássica obra até hoje carrega algumas polêmicas, mas também marcou de forma mais que positiva a infância de muitas pessoas, o que colaborou com o aumento das expectativas quanto ao live-action dirigido por Guy Ritchie, cuja estreia se deu em 23 de maio deste ano. Mas a obra é tão incrível quanto o material original? Antes de conferir tal adaptação na tela do cinema, resolvi reassistir horas antes a animação, o que me de a oportunidade de analisar o live-action de forma mais criteriosa.

Ao começar a narrativa já nos deparamos com um primeiro ato morno, onde visivelmente me pareceu que os atores não estavam confortáveis em seus respectivos papéis. Mena Massoud (Aladdin) se parece e muito com o personagem central da animação e entrega uma interpretação ok. Mas quando contracena com Naomi Scott (Princesa Jasmine), perde um pouco o brilho, pois não me soou que os mesmos possuíam algum tipo de química.  A relação dos dois me pareceu fria e sem emoção alguma. Aliás, tal relação sofre oscilações ao longo de toda a trama e o romance dos protagonistas não conseguiu me convencer. Temos algumas mudanças significativas quanto a personalidade e caracterização da personagem de Scott, assim como ocorre com os tantos outros personagens, o que em alguns casos não chega a ser um ponto negativo (não que as de Jasmine chega a ser de toda negativa). A Jasmine de Clements e Musker é meiga e sonha em se casar por amor, trazendo também da maneira mais simbólica e sutil possível, traços do feminismo que vemos hoje em dia, além de se vestir e de ser portar de forma mais sensual (uma das críticas negativas recebidas em 1992). A Jasmine de Ritchie é uma mulher empoderada que luta para ser respeitada em um ambiente hostil e machista, onde as mulheres devem escutar e se calar diante dos homens. Naomi Scott traz um ar mais duro que transparece em suas feições e gestos, além de se vestir de forma menos sensual e entregar, sejam através dos diálogos ou através das canções, mensagens de empoderamento feminino, que com certeza agradará as telespectadoras e ganhará pontos com o movimento #METOO. Uma mudança aceitável e conveniente, que dá a protagonista a oportunidade de protagonizar um dos grandes ápices da personagem, onde ela interpreta uma canção original (não presente na animação de 1992). Mas tal mudança também me incomodou em alguns momentos, principalmente no que tange o que já citei, a relação amorosa entre Jasmine e Aladdin. Enquanto vemos na animação trocas de olhares apaixonados, aproximações encantadoras e gestos meigos que nos fazem acreditar no romance dos dois, na adaptação cinematográfica temos algo frio. Em um dos momentos mais icônicos de Aladdin, quando princesa e ladrão cantam a fabulosa canção “A Whole New World” (Um Mundo Ideal), vemos na animação trocas de olhares carinhosos, o que no live-action não acontece. Só vi os atores preocupados em cantar e nada mais além disso. Trocam olhares que não trazem à tona paixão e emoção, pelo menos foi o que senti. Mas a cena tem uma fotografia impecável, que apesar de ser meio escura, encanta pela beleza dos cenários.

O primeiro ato quase me fez desistir de vez de ter esperanças de que o filme fosse ser uma boa adaptação dentro dos meus parâmetros pessoais de fã e telespectador. Mas eis que chega o segundo ato onde temos o surgimento do gênio de Will Smith. Quando foi divulgada a primeira imagem do astro de “MIB: Homens de Preto” todo azul, fui um dos que criticaram fortemente o visual, não irei negar. Sou MUITO fã do ator e torci muito para que pelo menos ele não me decepcionasse. Sabia que seria uma tarefa difícil, já que o gênio de Robin Williams é impecável, divertido e dramático, com proporções espetaculares e uma atuação digna de um gênio (tal nomenclatura utilizada aqui além do nome do personagem a qual ela se emprega). Quando Smith surge, o filme ganha cor, ânimo, diversão e os atores parecem se sentir mais confortáveis em seus papéis. É como se o ator trouxesse para o filme a energia que faltava no primeiro ato. Sem contar que as dinâmicas entre os atores parecem ganhar mais química e se tornam algo mais orgânico. O filme passou a me conquistar nesse momento. Eu amei demais o gênio de Smith tanto quanto amo o de Williams. Ele é divertido e traz referências a outros personagens do ator, e mesmo que ele em vários momentos pareça estar interpretando a si mesmo (algo bem comum em se tratando do referido ator), Will Smith convence e pra mim é a grande estrela do filme.

Aladdin tem diálogos e cenas quase que idênticas as da animação. Sem contar que as clássicas músicas estão presentes, tendo sofrido apenas pequenas alterações nos arranjos. O figurino está bom, a fotografia está belíssima e os efeitos especiais estão muito bons também, beirando o excelente; com exceção de poucas cenas que destoam, em especial quando o gênio ganha maiores proporções e a câmera se foca em seu rosto; consegui ver com nitidez o CGI, que aparece para logo em seguida desaparecer, algo quase imperceptível. Um pequeno incômodo, nada além disso.  As coreografias de dança estão incríveis e os novos personagens são bacanas, destaque para Dália (Nasim Padrad), a acompanhante de Jasmine, que é o contraponto da visão feminista da personagem central e que nos entrega cenas divertidíssimas com o intérprete do famoso gênio. Abul (o adorado macaquinho ladrão de Aladdin) está sensacional também e é bem aproveitado. Mas nem tudo são flores…

o que dizer do grande vilão, o icônico Ja’far? Eu adoro o Ja’far e seu mal-amado e maléfico companheiro, o papagaio Iago. Mas não consigo defender suas versões cinematográficas. Quem foi que achou que Marwan Kenzari era uma boa escolha para interpretar um personagem de tamanha importância? Ator fraco, atuação medíocre e caracterização horrível, qualquer cosplay conseguiria apresentar uma versão superior. Achei tudo ruim quando se trata desse personagem. Toda a interação cômica entre Já’far e Iago não existe no filme. Sem contar que enquanto o Ja’far da animação transparece maldade só com o seu visual e nos faz arrepiar com sua risada maléfica, o do live-action parece um garoto qualquer brincando de tentar ser mal. Achei uma escolha infeliz e preferiria um ator mais velho e com um visual mais fiel. Eu de fato detestei. Vilão mal aproveitado ao extremo, o qual me despertou vergonha alheia, além de sono.

Rajah, o tigre de Jasmine está bem representado e o pai da protagonista não apresenta grande relevância. Atuação nula de tudo. Mais um personagem mal aproveitado. E para finalizar… as polêmicas presentes na animação foram praticamente apagadas na versão de Ritchie. Não temos menções culturais de tortura e críticas a cultura árabe. Assim como nada que remeta a sexualização dos personagens. No geral é um filme bom que perdeu a oportunidade de ser magnífico. Me diverti, gostei muito de algumas coisas, assim como detestei outras. Aladdin é um filme imperfeito, mas legal; que vale a pena tanto o investimento financeiro quanto o do tempo.

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