Mundo das Resenhas
Alita: Anjo de Combate Alita: Anjo de Combate
******************************NÃO contém spoiler****************************** Adoro “ficção-científica”, ambientação “cyberpunk” e ação; elementos estes que costumam me hipnotizar. Com James Cameron como produtor (diretor de Titanic e... Alita: Anjo de Combate

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Adoro “ficção-científica”, ambientação “cyberpunk” e ação; elementos estes que costumam me hipnotizar. Com James Cameron como produtor (diretor de Titanic e Avatar), Robert Rodrigues na direção (diretor da antologia neo-noir Sin City) e com a enxurrada de críticas positivas, meu hype só aumentou para conferir a adaptação live-action da aclamada série de Mangás de Yukito Kishiro.

Na terra, a cidade do Ferro. No ar, de forma suspensa, Zalem, a cidade flutuante. No meio do caos, resultado da antiga guerra conhecida como “A Queda”, cyborgs e humanos convivem entre si, não exatamente de maneira harmoniosa. Com a descoberta de um corpo destroçado que contém um cérebro de características humanas intacto, Dr. Dyson (Christopher Waltz) o reconstrói e lhe dá o nome de Alita. Aos poucos, tanto a personagem título quanto nós, os telespectadores, começamos a questionar sua origem, seu passado e seus mistérios. Quem de fato é ou foi Alita?

O mundo criado pelo produtor e pelo diretor muito se baseia no visual das favelas brasileiras, afirmação dada por Cameron, que é validada pelo visual apresentado que é identificável no momento em que nos é entregue. O visual digital é impressionante, assim como todas as cenas de ação. Alita (interpretada por Rosa Salazar) é uma cyborg extremamente humana, que possui características clássicas de uma boa heroína. Entretanto, não achei a adaptação tão fabulosa assim. Claro que depois de adaptações desastrosas como Ghost in the Shell, Dragon Ball: Evolution, Death Note entre tantas outras, “Alita: Anjo de Combate” é um suspiro de alívio. A constatação de que nem tudo está perdido quando o assunto é a adaptação de obras japonesas.

Mas preciso frisar algumas questões. Achei o roteiro fraco, com cenas apressadas, que muito dificultaram minha compreensão das relações estabelecidas. Temos a protagonista “desenvolvendo” uma relação de pai e filha com o Dr. Dyson (Christopher Waltz), cuja relação me pareceu muito deslocada. Não temos tanto tempo de tela assim para que esta importante relação fosse desenvolvida de maneira mais verossímil. Temos também um insta-love e vilões mal trabalhados, que não passam de personagens unilaterais.

O filme é repleto de atuações fracas e de um elenco mediano. Os 3 atos do filme parecem não se conectarem de forma adequada quando analisamos a transição de um ato para outro. O primeiro ato funciona como introdução, mas como já mencionado, apresenta aspectos que enfraquecem, em minha humilde opinião, questões importantes como as relações e a humanização da personagem central. O segundo ato é mais dark, repleto de ação que acaba camuflando de maneira funcional os problemas anteriores. Mas o terceiro ato é muito anticlimático. Senti que nadei para morrer na praia.

A obra tenta a todo momento trabalhar temas como inteligência artificial, o impacto da força colectiva sobre o individual e a busca por identidades. Mas não acho que trabalhe bem estas questões. Me soou muito mais como um filme de ação genérico, sem muitas inovações; do que algo válido como uma obra reflexiva. Algo bastante decepcionante tendo em vista que temos a mão de Cameron na produção e no roteiro.

Como filme de ação é mais que funcional… mas é mais do mesmo. “Alita: Anjo de Combate” é um filme que gostei de conferir, mas que infelizmente terminei sem a mínima vontade de vê-lo novamente. Se é fã de ação, vale muito a pena. Mas deve conferir tal adaptação como um mero entretenimento, sem esperar algo muito grandioso. Desta forma, acredito que seu aproveitamento será muito maior. Infelizmente assisti tendo uma visão mais crítica, algo não muito acertado da minha parte. Irei conferir a continuação (já confirmada), mas o primeiro não reverei, pelo menos não tenho essa pretensão no momento. Um filme genérico que poderia ter ido além, mas que preferiu se manter na zona de conforto dos milhares de outros filmes do gênero.

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Fernando Lafaiete

O que vocês devem saber sobre mim? Me Chamo Fernando Henrique Lafaiete, mas vocês podem me chamar de China. Apelido este, dado pelos meus melhores amigos. Sou viciado em leitura, sou poliglota, auditor de hotel, professor de inglês, fã de fantasia, fã de livros policiais, fã de YA, fã terror e fã de clássicos. Luto ao máximo contra o preconceito literário que alimenta a conduta dos pseudo-intelectuais e sou fã de animes e qualquer coisa que envolva super-heróis. Amo escrever todo tipo de texto, em especial resenhas. Espero que minhas opiniões sejam de alguma valia para todos que tiverem acesso as mesmas. Sou sempre sincero e me comprometo a dividir minhas opiniões da maneira mais verdadeira possível. Agradeço o convite para fazer parte do grupo de resenhistas do site e que minha presença aqui seja duradoura.

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