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Foto: divulgação Netflix

Duração: 291 minutos

Ano produção: 2021

Estreia: 12 de agosto de 2021

Distribuidora: Netflix

Dirigido por: Tima Shomali

Classificação: 16 anos

Gênero: Drama, Questões Sociais, Teen

País de Origem: Jordânia

 

Sinopse: AlRawabi School for Girls, nova minissérie da Netflix, acompanha um grupo de jovens mulheres em uma prestigiada escola particular da Jordânia só para garotas. Cansadas de um bullying intenso causado pelas meninas populares, um grupo de jovens excluídas decide bolar um plano de vingança para acabar de vez uma por toda com qualquer violência na escola.

Não é novidade que séries envolvendo bullying, adolescentes e vingança chamam muito a atenção dos espectadores de plataformas de streaming, pensando nisso, a Netflix apostou em uma narrativa cheia de drama, questões sociais e no clichê de garotas populares X garotas excluídas.

Embora o estilo de narrativa já tenha sido tratado diversas vezes em filmes e séries, Alrawabi School for Girls, conseguiu abordar o tema de maneira interessante e envolvente. Os arquétipos foram bem trabalhados, fazendo com que desejemos, desesperadamente, que os vilões paguem por seus atos. O conflito é bem claro, de fácil entendimento, mas sofre reviravoltas, o que também permite que nos questionemos se estamos do lado dos personagens certos.

A protagonista, Mariam sofre todo tipo de provocação das garotas populares, Layan, Rania e Roqayya, que chegam até mesmo espancá-la e mandá-la para o hospital. Além das agressões físicas, a adolescente também é constantemente usada como bode expiatório do grupo. As três abelhas rainhas, devido à influência de Layan e de seu pai, um membro importantíssimo na Jordânia e benfeitor da escola, sempre conseguem sair impunes e dominam o colégio – elas até controlam a diretora, Faten.

Além de uma ótima trama sobre os perigos do bullying e suas consequências terríveis, a série também ilustrou a especificidade cultural dos países árabes, principalmente a pressão social em que as mulheres vivem e as regras que precisam seguir diariamente. A misoginia é constante entre os familiares das personagens e entre suas professoras, que, muitas vezes, se preocupam muito mais em manter as aparências e impedir que as meninas mostrem o corpo, do que com o quanto estão destruídas por dentro.

A performance das atrizes principais mantém os 6 episódios consistentes e empolgantes, de modo a prender a atenção até o último minuto. Foi divertida, competente e extremamente emocionante – afinal, sentimos a dor das garotas que foram humilhadas.

 

 

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