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O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro. Nessa continuação, Feyre, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano, incapaz de ..

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CORTE DE NÉVOA E FÚRIA: SARAH J. MAAS

O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro. Nessa continuação, Feyre, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos.

Seu coração, no entanto, permanece humano, incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Segundo volume da saga “Corte de Espinhos e Rosas”.

O primeiro volume desta incrível saga nos deixou com aquele “gostinho de quero mais”, afinal, acompanhamos a personagem Feyre passar situações terríveis Sob a Montanha, conseguindo, por muito custo, derrotar Amarantha, salvar os feéricos feitos de escravos e seu amado Tamlin.

Embora tenha saído de lá com vida, Feyre se sente destruída, revivendo as memórias aterrorizantes do que passou em seus pesadelos. Ela também teme seu acordo com Rhysand, o Grão-Senhor da Corte Noturna, e vive sufocada por Tamlin, que a restringe de tudo, usando o discurso de que busca protegê-la.

“Vomitei na latrina, abraçada às laterais frias, tentando conter o som das golfadas. O luar entrava no imenso banheiro de mármore, fornecendo a única iluminação, enquanto eu, silenciosamente, passava tão mal. Tamlin não se movera quando acordei sobressaltada. E, quando não consegui discernir a escuridão do quarto da noite infinita das masmorras de Amarantha, quando o suor frio que me cobria pareceu o sangue daqueles feéricos, disparei para o banheiro. Estava ali havia 15 minutos, esperando que o vômito parasse, que os tremores remanescentes se tornassem mais esparsos e se fossem, como ondas em uma poça”.

A cada dia que passa, Feyre afunda cada vez mais no desespero, tristeza e angustia. Ela vive trancada em casa, não pode fazer nada além de vestir roupas e joias dadas por Tanlin, enquanto “planeja” seu casamento com o Grão-Senhor sob a orientação de Ianthe, uma Grã-sacerdotisa (que tem seus próprios interesses pessoais na Corte Primaveril).

Sarah J. Maas conseguiu retratar perfeitamente, sob a perspectiva de Feyre, a depressão e as situações enfrentadas por uma mulher que vive um relacionamento abusivo. A personagem não dorme, não come, sente medo o tempo todo e está definhando. Ela é privada de tudo e, quando dá sua opinião ou pede algo que ele, Tamlin, não gosta, é agressivo e por vezes a machuca fisicamente e psicologicamente.

“Saí antes que Tamlin pudesse me ver, passando sutilmente pelos corredores lotados até estar no andar superior escuro e vazio da ala residencial. Sozinha no quarto, percebi que não conseguia me lembrar da última vez em que tinha rido de verdade”.

No dia do tão esperado casamento a vida de Feyre finalmente muda. Ela não quer casar e, enquanto caminha em direção ao altar, hesita dentro de si mesma, percebendo que, se aceitar aquela união, nunca se sentirá livre e completa de novo. 

“Ajude-me, ajude-me, ajude-me, implorei a alguém, qualquer um. Implorei a Lucien, parado na fileira da frente, o olho de metal fixo em mim. Implorei a Ianthe, com o rosto sereno e paciente e adorável dentro daquele capuz. Salve-me, por favor, salve-me. Me tire daqui. Acabe com isso”. 

Em meio ao desespero de subir no altar, Rhysand aparece para cobrar seu acordo, obrigando que Feyre fique uma semana com ele. Embora a personagem se sinta estranha por ter que ficar com Rhys uma semana por mês, ela se sente feliz, pois, finalmente, durante aqueles poucos dias, está livre. Consegue voltar a comer, não vomita e aprende a ler (seu analfabetismo quase a matou Sob a Montanha).

A vida na Corte Noturna também proporciona a Feyre entender o que realmente está acontecendo nas terras feéricas (a guerra que está por vir), aprender, gradualmente, quem ela se tornou e os poderes que adquiriu e, por fim, perceber os abusos que Tamlin a estava proporcionando. 

É incrível poder acompanhar o crescimento e amadurecimento de Feyre e acompanhar com ela situações que nos surpreendem a cada página lida. Os novos personagens também ajudam a narrativa a se tornar mais envolvente e de tirar o fôlego.

O livro vale muito a pena e, após a leitura, certamente você estará apaixonado(a) por este universo sensacional e pelos personagens, fora que as situações que a autora descreve nos fazem refletir muito sobre o que acontece conosco no dia a dia. Leiam e deixem a opinião nos comentários! 🥰😄

 

#bonus – Quotes:

— Você tem muita coragem ao insultar minhas irmãs quando seus amigos têm a mesma quantidade de melodrama. — As sobrancelhas de Rhys se ergueram em uma pergunta silenciosa. Ri com deboche. — Ah, então não reparou na forma como Azriel olha para Mor? Ou como ela às vezes o observa, o defende? E como os dois fazem um trabalho tão bom permitindo que Cassian sirva de amortecedor entre eles na maior parte do tempo? 

Rhys me encarou. 

— Sugiro manter essas observações para si. 

— Acha que sou uma fofoqueira enxerida? Minha vida já é bem miserável como está, porque iria espalhar essa miséria para aqueles ao redor também? 

— É miserável? Sua vida, quero dizer. — Uma pergunta cautelosa. 

— Não sei. Tudo está acontecendo tão rápido que não sei o que sentir. — Fui mais sincera do que eu tinha sido em um bom tempo. 

— Hmm. Talvez depois que voltarmos para casa, eu devesse dar um dia de folga a você. 

— Quanta consideração, meu senhor. 

Rhys riu com deboche, desabotoando o casaco. Percebi que estava com todas as minhas roupas finas — e sem nada usável para dormir. 

Com um estalo dos dedos de Rhys, meu pijama e roupas íntimas exíguas sugiram na cama.

— Não pude decidir qual pedaço de renda eu queria que você vestisse; então, trouxe algumas opções. 

— Porco — disparei, pegando as roupas e seguindo para o banheiro adjacente. 

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