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Daisy Jones & The Six: Uma história de amor e música – Taylor Jenkins Reid | Sexo, drogas & rock ‘n’ roll Daisy Jones & The Six: Uma história de amor e música – Taylor Jenkins Reid | Sexo, drogas & rock ‘n’ roll
4.5
******************************NÃO contém spoiler****************************** CONFIRA A RESENHA DE OS SETE MARIDOS DE EVELYN HUGO CLICANDO AQUI Autora: Taylor Jenkins Reid Editora: Paralela / Gênero: Drama... Daisy Jones & The Six: Uma história de amor e música – Taylor Jenkins Reid | Sexo, drogas & rock ‘n’ roll

******************************NÃO contém spoiler******************************

CONFIRA A RESENHA DE OS SETE MARIDOS DE EVELYN HUGO CLICANDO AQUI

Autora: Taylor Jenkins Reid

Editora: Paralela / Gênero: Drama – documentário / Idioma: Português / 360 páginas

Poucas vezes li algo que conseguisse quebrar com tanta perfeição a linha que separa a ficção da realidade de forma tão verossímil. Ler Daisy Jones & The Six (assim como ler Os Sete Maridos de Evelyn Hugo) é um exercício mental constante em que temos que nos desprender a todo momento da leitura, ao ponto de entendermos que nada do que estamos lendo realmente aconteceu. A autora cria uma narrativa tão palpável que os personagens tomam vida e fica difícil não acreditarmos que a famosa banda de rock e sua magestosa vocalista de fato não passam de criações da mente inventiva da autora.

De forma documental, vamos sendo apresentados aos personagens que narram em entrevistas a tragetória da banda a qual fizeram parte e que foi um dos maiores sucessos dos anos 70. Com muito destreza, a autora vai tecendo as linhas narrativas que dão vida a um desenvolvimento primoroso que nos possibilita enxergarmos com clareza a ascensão e o declínio de um dos maiores sucessos de todos os tempos do meio musical. Seguindo o mantra de sexo, drogas & rock ‘n’ roll, a autora mergulha na mente dos personagens, nos mostrando suas jornadas rumo ao sucesso enquanto precisam lidar com suas inseguranças, egoísmos e vícios insaciáveis. Por diversas vezes não me foi uma leitura confortável e muito menos de fácil conexão. Os personagens são complexos demais, repletos de camadas que os torna humanos, falhos, e portanto, muitos vezes difíceis de serem compreendidos em suas totalidades.

“DAISY: É uma sensação de vulnerabilidade total para uma artista dizer a verdade desse jeito, como estamos fazendo agora. Quando você está simplesmente vivendo sua vida, fica tão imersa na própria mente, envolvida com seus sofrimentos, que é difícil ver o quanto isso se torna óbvio para as pessoas ao redor. Eu escrevia letras achando que eram cifradas e cheias de segredos escondidos, mas no fim não eram nada disso.”

As relações pessoais e interpessoais incomodam, trazem um choque de realidade e um peso narrativo extremamente sólido (o que é um baita ponto positivo entre tantos outros). A autora consegue despertar diversos sentimentos no leitor que traz reflexões irrefreáveis acerca da fama, da juventude e da liberdade excessiva em querermos tratar a vida apenas como um parque de diversões sem grandes responsabilidades. Seguindo uma linha muito parecida com outro de seus sucessos, Taylor Jenkins Reid apresenta ao leitor uma narrativa completa, em que nos imergimos em plenitude no universo da trama, acompanhando os bastidores, os processos criativos, vislumbramos parte e também na íntegra as músicas compostas pelos personagens e vemos toda a intensidade que a arte pode despertar em alguém.

“[…] E a questão é extamente essa. A arte não deve nada a ninguém. 

As músicas evocam sensações, não fatos. A autoexpressão diz respeito ao sentimento de viver, e não se alguma emoção despertada em determinado momento era justa ou não.”

A escrita de Reid é única, excepcional e magnífica em pontos complicados de serem explicados. Seus personagens são tão reais – em um nível absurdo – que de forma inconsciente (por assim dizer), me peguei em três momentos interrompendo a leitura e indo pesquisar alguma coisa acerca da história e de suas personas; até voltar a realidade e perceber que o que tinha em mãos não se tratava de um narrativa não-ficcional. Isto demonstra o poder criativo e textual da autora, que chega a ultrapassar com facilidade a mera ficção, se tornando algo singular e que pode despertar aos leitores uma sensação transcendental de imersão.

Das duas obras da autora que li até o presente momento, devo salientar com convicção que ainda possuo um apreço maior por Evelyn Hugo e sua jornada rumo ao sucesso. Me senti mais conectado a personagem e seus dilemas, me identificando e me emocionando muito mais com a mesma. Contudo, Daisy Jones & The Six é um livro incrível, que reforçou meu amor e admiração pela autora. Uma obra que é uma montanha-russa de emoções e uma narrativa que é exatamente o que diz o subtítulo do livro; uma história de amor e música, que mostra com maestria o talento de Taylot Jenkins Reid em criar histórias em que a emoção é na verdade a verdadeira protagonista.

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Fernando Lafaiete

O que vocês devem saber sobre mim? Me Chamo Fernando Henrique Lafaiete, mas vocês podem me chamar de China. Apelido este, dado pelos meus melhores amigos. Sou viciado em leitura, sou poliglota, auditor de hotel, professor de inglês, fã de fantasia, fã de livros policiais, fã de YA, fã terror e fã de clássicos. Luto ao máximo contra o preconceito literário que alimenta a conduta dos pseudo-intelectuais e sou fã de animes e qualquer coisa que envolva super-heróis. Amo escrever todo tipo de texto, em especial resenhas. Espero que minhas opiniões sejam de alguma valia para todos que tiverem acesso as mesmas. Sou sempre sincero e me comprometo a dividir minhas opiniões da maneira mais verdadeira possível. Agradeço o convite para fazer parte do grupo de resenhistas do site e que minha presença aqui seja duradoura.

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