Devoradores de Estrelas | Andy Weir

******************************NÃO contém spoiler******************************

Autor: Andy Weir / Editora: Suma / Gênero: Ficção-científica / 424 páginas

O que o Universo nos reserva? Que segredos e ameaças ele esconde? Perguntas básicas e até clichês da ficção-científica, mas que se bem trabalhadas podem gerar uma narrativa envolvente e inventiva, que é exatamente o que encontramos em Devoradores de Estrelas de Andy Weir. Cansado de tantos hypes literários decepcionantes, levei um bom tempo para ler o atual queridinho do gênero, e que bom que me permiti lê-lo somente agora. Que grata surpresa e que livro divertido!

Com personagens carismáticos e uma trama enigmática, acompanhamos Ryland, um astronauta perdido – no sentido espacial e mental – que se vê literalmente no meio do nada, cercado pelo infinito vácuo do Espaço e com a estranha missão de salvar toda a humanidade. O que ele está fazendo ali e que real esperança há nessa singela tarefa?

Weir tem uma escrita fluída que encanta pela simplicidade que opta por narrar a jornada de seu respectivo herói; que com camadas, se revela a nós leitores página a página, sem pressa, nos gerando empatia e proximidade além da superficialidade e distanciamento que uma trama como essa pode gerar se não bem trabalhada.

Os personagens são divertidos, as relações são bem construídas e os diálogos acalentam. Devoradores de Estrelas é reflexivo sem ser exagerado. É emotivo sem ser piegas. É assustador sem ser apelativo. E é necessário sem ser obrigatório. É a típica leitura pra quem procura algo para combater ressacas literárias ou pra quem apenas deseja algo para ler sem grandes pretensões.

Um livro que se justifica por si só e que eu indico de olhos fechados. Não vá esperando encontrar o suprassumo do gênero. Permita-se apenas ler e se divertir, sem levar as coisas muito a sério. Devoradores de Estrelas conseguiu seu lugarzinho em meu coração. Não me permito flertar com spoilers, mas aqui, nesse simples romance de scifi habita meu novo amor literário. Andy Weir, você conseguiu!!!

PS. Detectei claras referências tanto na estrtura narrativa, quanto na escrira em si; quase como uma homenagem a Arthur C. Clarke.

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