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Mistborn – Primeira Era: Vale a pena a leitura? #03 Mistborn – Primeira Era: Vale a pena a leitura? #03
******************************NÃO contém spoiler******************************* “Mistborn” é o tipo de fantasia capaz de destruir um leitor de todas as maneiras possíveis. A fantasia épica de Brandon... Mistborn – Primeira Era: Vale a pena a leitura? #03

******************************NÃO contém spoiler*******************************

“Mistborn” é o tipo de fantasia capaz de destruir um leitor de todas as maneiras possíveis. A fantasia épica de Brandon Sanderson faz parte do imenso universo criado pelo autor conhecido como Cosmere… Onde várias narrativas e universos se interligam de alguma maneira. Mas não se preocupem, não há a necessidade de se ler na ordem para que as trilogias, séries e livros standalones sejam compreendidas. Cada narrativa funciona de maneira própria, algo bem parecido com o que Stephen King faz em seu universo compartilhado.

“Mistborn” é sensacional e épico em um nível absurdo. Trata-se de um universo dominado por um tirano conhecido por Senhor Soberano, que governa um mundo onde não há luz do sol e que das nuvens despencam cinzas como se o mundo estivesse em constante decadência, se ruindo aos poucos. Este poderoso líder escraviza os menos favorecidos e é detentor de um poder capaz de mudar tudo ao redor. Com a intenção de derrubar o governo imposto, Kelsier, um Nascido da Bruma, escapa de uma das maiores prisões existentes e começa a liderar uma resistência formada por membros com capacidades diversas.

O sistema de magia é inovador e nos instiga de maneira impressionante. No começo parece  complexo, mas aos poucos tudo vai fazendo sentido e nos puxa para dentro da história de maneira tão visceral, que parece que fazemos parte do grupo liderado pelo personagem central. A famosa e elogiada alomância, é um sistema de magia que funciona através da ingestão e queima de metais no organismo, onde cada metal dá a seu usuário um tipo de dom. Os Nascidos da Bruma são raros e os únicos capazes de queimar todos os metais existentes. Outras formas de magia provenientes da alomância também existem e funcionam através de outras vertentes, mas todas relacionadas com metais. (Para se fazer entender a complexidade destes sistemas, eu teria que escrever um texto só sobre eles, o que não é o objetivo no momento).

O universo de “Mistborn” será formada por 4 eras, que contemplam  4 trilogias e um livro extra. A primeira era é formada por “Mistborn: O Império Final”, “Mistborn: O Poço da Ascensão” e “Mistborn: O Herói das Eras. ” Se passa em um mundo definido por muitos como medieval apocalíptico. A segunda era é um vitoriano Steampunk, a terceira será um contemporâneo e a quarta era um space-opera. Através do passar dos anos vamos acompanhando não somente a evolução do mundo, mas também a evolução da magia que vai se adaptando e se readaptando as novas realidades, e isto é fenomenal.

(Fonte: https://comicvine.gamespot.com/forums/battles-7/lady-shiva-new-earth-vs-vin-mistborn-trilogy-1838473/)

É na primeira era que conhecemos Vin, a protagonista que sempre aparece na lista das melhores personagens femininas já criadas, além de aparecer na lista de favoritas da maioria dos leitores de fantasia. O desenvolvimento dela é impecável e deve ser encarado como uma aula de desenvolvimento narrativo. É poderosa, inteligente, determinada e muitas vezes louca. Correr não é com ela, o negócio é pular sozinha no meio do campo de batalha e mostrar pra todo mundo como é que se faz. São momentos alucinantes que me fizeram bater palmas de pé para esta personagem.

“Mistborn: O Império Final” é aquele livro que nos deixa anestesiados. Quando terminei de lê-lo, fiquei encarando a parede tentando entender como alguém é capaz de criar algo tão fabuloso. O segundo volume é tão incrível quanto, apesar de possuir alguns momentos morosos demais, relacionados com o relacionamento amoroso da protagonista. O terceiro livro chega ao ápice do que é ser épico. Tem um final que é pura emoção e que nos faz entender de vez (na verdade, reforça o que já é óbvio desde o primeiro volume) o porquê de Sanderson ser considerado um dos principais escritores de fantasia da atualidade.

Não existe um personagem desinteressante e nada é inserido por acaso. O que não fizer sentido após o final da primeira era, fará sentido conforme vamos lendo as eras vindouras. O vilão é imponente e chega a assustar não somente os personagens, mas também os leitores. Os seres mágicos pertencentes deste universo, fascinam e quando revelações sobre eles começam a ser entregues a nós (os meros mortais), nossa cabeça explode, o famoso blow mind.

“Mistborn” é uma das melhores trilogias de fantasia que já li, e me deixou tão impactado que fiquei sem reação me sentindo completamente vazio quando finalizei a leitura. Leio muita fantasia e nem todas que se denominam épicas de fato são. Mas “Mistborn” merece este título, e me deixou com uma sensação parecida com a que tive quando li “Senhor dos Anéis. ” A sensação de que certas obras merecem ser colocadas em um altar tamanho suas magnitudes. Top 3 para mim de fantasia atuais, assim como Sanderson é para mim top 3 de melhores autores de fantasia da atualidade. Não percam tempo… se ainda não leram, corram ler. “Mistborn” é de fato épico!

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Fernando Lafaiete

O que vocês devem saber sobre mim? Me Chamo Fernando Henrique Lafaiete, mas vocês podem me chamar de China. Apelido este, dado pelos meus melhores amigos. Sou viciado em leitura, sou poliglota, auditor de hotel, professor de inglês, fã de fantasia, fã de livros policiais, fã de YA, fã terror e fã de clássicos. Luto ao máximo contra o preconceito literário que alimenta a conduta dos pseudo-intelectuais e sou fã de animes e qualquer coisa que envolva super-heróis. Amo escrever todo tipo de texto, em especial resenhas. Espero que minhas opiniões sejam de alguma valia para todos que tiverem acesso as mesmas. Sou sempre sincero e me comprometo a dividir minhas opiniões da maneira mais verdadeira possível. Agradeço o convite para fazer parte do grupo de resenhistas do site e que minha presença aqui seja duradoura.

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[…] o que senti enquanto lia a trilogia “Mistborn” de Brandon Sanderson (Confira a resenha clicando AQUI) e a duologia “Six of Crows” de Leigh Bardugo. As semelhanças param por aí… apenas […]

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