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Escrita / Enredo 4
Originalidade 3
Personagens 4
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******************************NÃO contém spoiler****************************** Autor: Brandon Sanderson Editora: Leya / Gênero: Fantasia adulta / Idioma: Português / Total de página da trilogia: 992 páginas *** CONFIRA A RESENHA DE “MISTBORN: A PRIMEIRA ERA” CLICANDO AQUI *** Brandon Sanderson retorna ao seu tão elogiado universo para dar continuidade ao mundo de Scadrial, mostrando a evolução do mesmo ..

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MISTBORN – SEGUNDA ERA: VALE A PENA A LEITURA? #16

******************************NÃO contém spoiler******************************

Autor: Brandon Sanderson

Editora: Leya / Gênero: Fantasia adulta / Idioma: Português / Total de página da trilogia: 992 páginas

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CONFIRA A RESENHA DE “MISTBORN: A PRIMEIRA ERA” CLICANDO AQUI

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Brandon Sanderson retorna ao seu tão elogiado universo para dar continuidade ao mundo de Scadrial, mostrando a evolução do mesmo e as adaptações mágicas que ocorreram 300 anos após os acontecimentos da primeira era. Se utilizando de um mundo steampunk, o autor apresenta um novo grupo de protagonistas que desta vez contarão muito mais do que apenas os poderes alomânticos provenientes da ingestão de metais. Armas de fogo, trens e outros elementos colaboram para que nós leitores entendamos as evoluções ocorrentes e o novo contexto que agora iremos acompanhar.

Para os fãs da primeira era que forem iniciar a leitura da segunda esperando o mesmo nível de epicidade, a decepção será inevitável. A segunda era é bem mais despretensiosa, com um clima de investigação faroeste e bem mais pé no chão. Não temos personagens endeusados (em suas construções e desenvolvimentos) e nem cenas de lutas grandiosas com disputas de poderes e desfechos alucinantes. O que temos é uma história com uma estrutura mais convencional e menos High Fantasy – no sentido épico da expressão. A Liga da Lei, o primeiro volume da nova era e primeiro volume da nova tetralogia de Mistborn, considerado por muitos como um prequel, nos apresenta Wax Ladrian, que após se mudar para a metrópole, se verá envolvido em perigosas intrigas que poderão colocar o progresso de Scadrial em risco. Enfrentando seus temores do passado e embarcando em uma aventura investigativa para tentar impedir que o pior aconteça, o protagonista da vez verá que ser herói é uma tarefa para poucos.

Talvez o mais interessante de acompanharmos nesta tão aguardada segunda era, seja a abordagem escolhida pelo autor em retratar os personagens da primeira como seres a serem venerados, como lendas ou como divindades que salvaram o mundo da catástrofe; trabalhando de forma interessante o surgimentos de religiões e como elas movem o mundo, se aprofundando neste elemento já apresentado nos livros anteriores. Outro fator que pode trazer maior empatia a história, são os retornos de alguns elementos da primeira era, que colaboram para que sentimentos nostálgicos ressurjam. O que de todo modo ajuda, mas não faz com que as aguardadas continuações consigam manter o nível da série.

Apesar de ser considerado um prequel – um livro transitório da primeira para a segunda era – A Liga da Lei não deve ser encarado como uma leitura não obrigatória. Tal volume deve na verdade se considerado o primeiro da nova era, já que a história de As Sombras de Si Mesmo, o segundo volume, trata-se de uma continuação direta. Minha leitura de A Liga da Lei foi sem graça, sem que eu conseguisse me apegar e me importar com os personagens. Suas interações e os acontecimentos apresentados não conseguiram me cativar e me decepcionaram. As personagens femininas são apresentadas de formas muito mornas, o que me deixou incomodado. A leitura do segundo livro fez com que eu me divertisse mais e conseguisse voltar a enxergar a grandiosidade da série e entendesse mais a necessidade de tal era para a construção do mundo e do universo de Mistborn. O terceiro volume intitulado de Os Braceletes da Perdição mantém o nível do livro anterior, entregando um final interessante. Ao longo da leitura dos livros mencionados, captei a evolução dos novos personagens e consegui sentir mais empatia por eles, mesmo que tal sentimento não tenha chegado perto do que sinto pelos protagonistas da era anterior. Não sei exatamente o que esperar de The Lost Metal, o último volume da tetralogia aqui resenhada, o qual ainda está sendo finalizado por Sanderson. Como fã do autor, devo dizer que não aceitarei nada que não seja excepcional. Espero que seja tão bom ao ponto de me deixar enlouquecido para colocar o quanto antes minhas mãos na terceira era.

A segunda Era de Mistborn me pareceu mais como uma Era de transição e preparação para o futuro desse mundo tão bem criado por Brandon Sanderson. Nada incrível, mas essencial para a consolidação desse universo que pra mim continua sendo um dos melhores já criados. Mistborn é para mim uma obra que deve sim ser considerada obrigatória para os fãs do gênero. Uma série que todos devem colocar em suas listas de leituras para se ler antes de morrer.

Em 5 de março de 2020, Brandon Sanderson afirmou estar trabalhando no roteiro do filme de Mistborn: O Império Final.

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