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Relato de experiência literária – “Pedro Páramo” de Juan Rulfo Relato de experiência literária – “Pedro Páramo” de Juan Rulfo
Apenas por hoje esqueceremos as resenhas e o tom de crítica que, por ventura, essas assumam. Encaremos tudo como uma troca de experiência entre... Relato de experiência literária – “Pedro Páramo” de Juan Rulfo

Resenha Pedro PáramoApenas por hoje esqueceremos as resenhas e o tom de crítica que, por ventura, essas assumam. Encaremos tudo como uma troca de experiência entre leitores.

Descobri Juan Rulfo por indicação do grande Gabriel García Márquez que fazia questão de cita-lo como uma fonte de inspiração para suas grandes criações. Filho da nossa amada América-latina, mais especificamente, México, Juan Napomuceno Carlos Pérez Rulfo Vizcaíno, nasceu em 1917 na cidade de Sayula, de acordo com o registro, ou quem sabe em San Gabriel como ditava seu coração?!

Foi testemunha das grandes turbulências em seu país na década de 20 e precisou lidar com suas próprias tragédias em paralelo, o pai foi assassinado quando o pequeno Juan tinha apenas 6 anos e a mãe morreu em seguida, quatro anos depois, muito por conta do baque causado pela morte cruel do marido.

Refugiou-se na arte, nos livros, principalmente, que o servia como colete a prova de balas (tiroteios eram uma constante naquela época) e como bálsamo para seu silêncio.

Além da literatura, a fotografia, a história e a antropologia tornaram-se algumas de suas paixões, muito embora a academia não o tenha acolhido, Juan Rulfo era mestre, o que é perceptível em sua restrita, mas vasta e rica obra.

Voltando ao relato de experiência em si, decidi iniciar minha aventura pelo universo do referido autor pelo famoso “Pedro Páramo” que, apesar do título, não gira em torno de um personagem com este nome, é muito mais do que isso. Muito mais do que o carrasco Don Pedro ou do filho desgarrado (Juan Preciado) que após a morte da mãe, retorna ao povoado natal da mesma em busca de um pai desconhecido.

Talvez alguns possam achar que o grande segredo vaga pelas estreitas ruas de Comala, ao lado ou nos bolsos de seus habitantes mortos, quem sabe no calor noturno que emana daquela terra abandonada e amaldiçoada ou do interior da Média-Luna.

Algo me diz que devemos prestar bem atenção nas histórias contadas pelas vozes que se erguem das tumbas das almas não purgadas de seus pecados (Será culpa do padre?) ao cair da noite… Não se enganem, não estamos falando de uma história de terror, por fim, nos apercebemos enredados por um amontoado de lembranças e percepções marcantes.

Mergulhar nas 128 páginas do livro em questão é como perder-se em uma bruma temporal repleta de silêncios antigos que nos causa um misto de sensações inexprimíveis. É uma leitura curta, mas densa e bastante significativa, digna de um domingo chuvoso acompanhado de uma boa dose de café a altura do autor.

Relato de experiência literária – “Pedro Páramo” de Juan Rulfo

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Raquel Feitosa

Raquel, 24, casmurra por natureza, amante de livros, jazz, música clássica, bossa nova, chason, Vinicius de Moraes, García Márquez, Bergman, "literatura mundial", árvores, chuva, CAFÉ e números quando fazem o que eu quero. Graduada em engenharia florestal, bilíngue e confusa, muito confusa!

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