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Uma Mulher no Escuro: Surpreendente ou apenas a obviedade em forma de livro? Uma Mulher no Escuro: Surpreendente ou apenas a obviedade em forma de livro?
******************************NÃO contém spoiler****************************** (CONFIRA A RESENHA DE “EU SOU O PEREGRINO” CLICANDO AQUI) *** Autor: Raphael Montes Editora: Companhia das Letras / Idioma: Português... Uma Mulher no Escuro: Surpreendente ou apenas a obviedade em forma de livro?

******************************NÃO contém spoiler******************************

(CONFIRA A RESENHA DE “EU SOU O PEREGRINO” CLICANDO AQUI)

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Autor: Raphael Montes

Editora: Companhia das Letras / Idioma: Português / Gênero: Thriller psicológico / 256 páginas

Para muitos, o novo livro de Raphael Montes é uma obra com viés clássico que se desenvolve de maneira mais sutil, mas que surpreende com o desfecho que se torna uma avalanche de revelações. O único livro do autor que ainda não li é “Suicidas”, seu primeiro romance publicado; e portanto, posso dizer com convicção que já estou habituado com suas escrita ácida, irônica e brutal. Gosto bastante de suas outras obras, apesar de sempre acabar me incomodando com alguma coisa. “O Vilarejo” é sanguinário e diabólico. “Jantar Secreto” é asqueroso, desumano e assustador. E “Dias Perfeitos” é a típica narrativa sobre obsessão, com um desenvolvimento claustrofóbica, revoltante e aterrorizante; que poderia ter sido um livro perfeito se não fosse pelo final que considero péssimo. E o que dizer de “Uma Mulher no Escuro?” Seu mais novo thriller policial vem com uma proposta interessante. Após ser testemunha e única sobrevivente do massacre que exterminou sua família, Vitória se apresenta como uma moça marcada por cicatrizes tanto físicas quanto psicológicas. A protagonista tenta seguir em frente, mas vê seu mundo desmoronar após passar a ser perseguida pelo ainda foragido e misterioso assassino que destruiu sua infância. As camadas investigativas são amadoras e quase nulas, as camadas psicológicas estão presentes, mas não tomam proporções mais significativas, a não ser nos momentos finais… O que transforma o mais novo romance do Stephen King brasileiro (será mesmo tão talentoso assim para merecer tal elogio?) em algo mediano. 

EM QUEM DEVEMOS CONFIAR?

Em se tratando do quinto livro de Raphael Montes, esperava encontrar algo mais sólido, onde conseguisse captar sua evolução como escritor. “Uma Mulher no Escuro” é um romance fraco, que não apresenta sua brutalidade narrativa. Não me senti em momento algum incomodado com os fatos apresentados. A trama demora muito para sair do lugar, o que é estranho em se tratando de um livro de apenas 256 páginas. A obra em questão não é ruim, mas soa muito como algo escrito por um escritor iniciante, o que não é o caso. Como em qualquer romance policial que leio, com esse não foi diferente. Passei a leitura toda fazendo anotações desenfreadas, o que me fez desvendar muitos dos mistérios antes do tempo. Posso dizer que mesmo com as manipulações criativas do autor, não me deixei enganar. Muitas das revelações entregues no final que muitos acharam fabuloso, achei fracas, ao ponto de considerá-las apenas obviedades. Seu desenvolvimento narrativo é o tipico desenvolvimento que tenta a todo custo enganar o leitor com frases pré-pontas, e enfoques que martelam em pistas falsas, na vã tentativa de desviar a atenção daqueles que leem determinada obra do gênero. Meu processo de leitura me fez desvendar 95% da trama, o que estragou e muito minha experiência de leitura.

QUE SEGREDOS O PASSADO ESCONDE?

A escrita é simples, os personagens são identificáveis, mas os elementos que compõem todo plot são deveras surreais, o que impossibilita muitas vezes o aspecto da verossimilhança, tão importante em um livro desse gênero, o que impediu que ele se tornasse ainda mais assustador. Gostei da leitura e teria achado sensacional; um começo promissor se fosse o primeiro lugar e não o quinto na linha cronológica do portfólio de Raphael Montes. Um livro com uma estrutura clássica e menos impactante que seu antecessor “Jantar Secreto.” Vale a leitura, mas não esperem encontrar algo fabuloso que faça suas entranhas se remexerem de forma incômoda. “Uma Mulher no Escuro” é um quebra-cabeça não muito difícil de montar. Não me surpreendi, não me assustei, mas me diverti. Pra muitos ele será um livro chocante, pra mim foi apenas a obviedade em forma de livro.

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Fernando Lafaiete

O que vocês devem saber sobre mim? Me Chamo Fernando Henrique Lafaiete, mas vocês podem me chamar de China. Apelido este, dado pelos meus melhores amigos. Sou viciado em leitura, sou poliglota, auditor de hotel, professor de inglês, fã de fantasia, fã de livros policiais, fã de YA, fã terror e fã de clássicos. Luto ao máximo contra o preconceito literário que alimenta a conduta dos pseudo-intelectuais e sou fã de animes e qualquer coisa que envolva super-heróis. Amo escrever todo tipo de texto, em especial resenhas. Espero que minhas opiniões sejam de alguma valia para todos que tiverem acesso as mesmas. Sou sempre sincero e me comprometo a dividir minhas opiniões da maneira mais verdadeira possível. Agradeço o convite para fazer parte do grupo de resenhistas do site e que minha presença aqui seja duradoura.

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