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Os Instrumentos Mortais – Cassandra Clare | Vale a pena a leitura? #24 Os Instrumentos Mortais – Cassandra Clare | Vale a pena a leitura? #24
3.5
Você também pode avaliar a obra, vote! . 0 / 5 Avaliações: 0 Your page rank: ******************************NÃO contém spoiler****************************** Autora: Cassandra Clare Editora: Galera... Os Instrumentos Mortais – Cassandra Clare | Vale a pena a leitura? #24
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Autora: Cassandra Clare

Editora: Galera Record / Gênero: Fantasia Urbana / Idioma: Português 

Desde 2007 ouvesse falar de Cassandra Clare e de seus caçadores de sombras. Hypado muito antes de chegar ao Brasil em 2010 pela editora Galera Record, a série jovem adulta de fantasia urbana aterrissou em terras brasileiras já sendo considerada uma leitura quase que obrigatória para os fãs do gênero. Repleta de magia e de criaturas de todos os tipos, os livros do aclamado universo dos shadowhunters se tornou um marco na literatura jovem e uma das fantasias mais importantes e comentadas da última década. Não é perfeita e possui muitos erros ao longo dos seis romances que a compõe, mas não deixa de ser diversão garantida. Dividida em duas trilogias, Os Instrumentos Mortais agrada muitos, desagrada tantos outros e deixa uma parcela sem saber o que pensar. Quando li o primeiro livro – Cidade dos Ossos – lembro de ter me apaixonado pelo universo proposto pela autora e pelos personagens, o que se manteve com a releitura, apesar de ressalvas significativas terem surgido devido ao meu amadurecimento quanto leitor. Em certos momentos revirei os olhos com o comportamento dos protagonistas e de certas situações adolescentes demais, as quais me divertem ao mesmo tempo que me incomodam.

Nada de muito novo é apresentado… temos a mocinha supostamente humana, vivendo sua vida em Nova York quando da noite pro dia descobre que existem ao seu redor criaturas tidas até então como pura fantasia das crianças, ou apenas lendas da cultura popular. Bruxos, vampiros, fadas e caçadores de sombras; superhumanos que caçam, lutam e eliminam demôminos. Envolvida em uma intrincada trama, Clary (a heroína da série) embarca em uma jornada de descobertas acerca do mundo que a cerca e de seu passado, já que tudo pode ser bem diferente do que ela imaginava (Quem ela realmente é? Qual sua ligação com os jovens tatuados que testemunha matando um homem? Quem é o vilão que precisa ser derrotado?). Temos cenas de ação, comédia, suspense, um bom vilão, revelações, conflitos familiares e claro… o romance. É tudo divertido de se acompanhar e Cidade dos Ossos nos entrega um final que nos instiga a querer ler o quanto antes o volume seguinte. Cidade das Cinzas nos mostra uma Cassandra Clare mais madura, mais segura de si, com uma escrita e um desenvolvimento mais elaborado e com um segundo volume que não trata-se apenas de um livro tansitório, mas sim de um bom complemento e essencial para o que encontraríamos no terceiro livro. Cidade de Vidro é em minha opinião o melhor dos três livros iniciais, entregando momentos de arrepiar, cenas chocantes, uma estrtura narrativa muito bem pensada e aplicada e um desfecho digno. Gosto muito da primeira trilogia e indico bastante para quem gosta e procura uma boa série de fantasia YA e que deseja conhecer uma boa escritora. Cassandra Clare evolui muito ao longo de suas séries e trilogias, o que demonstra sua segurança ao navegar no universo que ela sabiamente criou.

Entretanto, não posso deixar de ressaltar meu desapontamento com a segunda trilogia (Cidade dos Anjos Caídos, Cidade das Almas Perdidas e Cidade do Fogo Celestial). Dando um espaço maior para Simon (pelo menos era a ideia inicial) – o melhor amigo de Clary e um dos queridinhos dos leitores – Cassandra Clare não conseguiu me convencer. Nada de realmente interesse acontece, o novo vilão me parece deslocado (assim como os demais personagens), a narrativa é lenta demais e os livros são mornos, cansativos e chatos. Bem diferente do que acontece na trilogia inicial, nada de épico ocorre e muitos momentos de sono me abateram enquanto lutava para terminar de vez a leitura dos três livros subsequentes, sem me dar por vencido e acabar abandonando-os. Escreveu por pressão editorial? Foi dominada pela ambição e pelo sucesso estrondoso dos três primeiros livros? Quais as respostas para supostas indagações? Não saberei dizer… mas que bom que ela não parou mais e continuou escrevendo, já que seu livros posteriores são muito bons.

A série como um todo é boa, traz representatividade, bons momentos de leitura e personagens memoráveis. Impossível não se apaixonar por Magnus Bane, o bruxo que todo leitor ama (inclusive eu). Como não gostar de Simon e não torcer para que ele seja feliz? Como não vibrar com as revelações e não se imergir nas aventuras e cenas de ação? A escrita é leve, fluída, de fácil assimilação e envolvente. E é incrível vermos tudo fazer sentido conforme vamos lendo livro a livro da autora, seja da série dos Instrumentos Mortais ou das trilogias que a seguem. A autora claramente sabe o que está fazendo e a forma como ela desenvolve os personagens, como expande o universo (explorando as três linhas temporais – passado, presente e futuro), como entrega explicações convincentes e como amarra todas as pontas de forma magistral, não pode ser descrita menos do que genial.

Apesar de eu ter sentido a autora um pouco perdida na segunda trilogia da primeira série, ainda assim nutro um carinho especial pelos livros, no ponto de quase me sentir um shadowhunter. Embarquem na leitura, se divirtam e superem a segunda e cansativa trilogia. Nem tudo é perfeito, muitas coisas podem e devem ser problematizadas, várias situações bobas ocorrem e alguns personagens irritam. Mas Os Intrumentos Mortais vale sim a pena, se você se permitir explorar esse universo como alguém a fim de conhecer um novo mundo, repleto de segredos e inimigos a serem derrotados. E se preparem… No mundo dos caçadores de sombras nem tudo é o que parece ser.

PS. Há um uma adaptação cinematográfica inspirada supostamente no primeiro livro e uma série live-action produzida pela companhia Cosntantin Film e distribuída pela Netflix. Nem irei me alongar sobre essas adaptações. Só digo que detesto ambas. O filme assisti no cinema e gostaria de ter o poder de desver. A série eu comecei a assistir e desisti já logo no terceiro episódio da primeira temporada. Ambas um desserviço para os livros em minha humilde opinião. 

Abaixo os 6 livros que compõem Os Instrumentos Mortais:

 

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Fernando Lafaiete

O que vocês devem saber sobre mim? Me Chamo Fernando Henrique Lafaiete, mas vocês podem me chamar de China. Apelido este, dado pelos meus melhores amigos. Sou viciado em leitura, sou poliglota, auditor de hotel, professor de inglês, fã de fantasia, fã de livros policiais, fã de YA, fã terror e fã de clássicos. Luto ao máximo contra o preconceito literário que alimenta a conduta dos pseudo-intelectuais e sou fã de animes e qualquer coisa que envolva super-heróis. Amo escrever todo tipo de texto, em especial resenhas. Espero que minhas opiniões sejam de alguma valia para todos que tiverem acesso as mesmas. Sou sempre sincero e me comprometo a dividir minhas opiniões da maneira mais verdadeira possível. Agradeço o convite para fazer parte do grupo de resenhistas do site e que minha presença aqui seja duradoura.

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