Título e Capa 5
Escrita / Enredo 5
Originalidade 5
Personagens 4
Final 1

Josh Malerman entrou na minha vida com o pé direito, quando eu li “Caixa de Pássaros”. Ainda posso sentir na pele toda a agonia que aquela leitura me causou (vide minha resenha da obra)… Então, assim que “Piano Vermelho” foi lançado, imediatamente entrou na minha lista de desejos. Desta vez, nada de manter os olhos ..

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Escrita / Enredo 0
Originalidade 0
Personagens 0
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Resenha: Piano Vermelho – Josh Malerman

Josh Malerman entrou na minha vida com o pé direito, quando eu li Caixa de Pássaros”. Ainda posso sentir na pele toda a agonia que aquela leitura me causou (vide minha resenha da obra)… Então, assim que “Piano Vermelho” foi lançado, imediatamente entrou na minha lista de desejos.

Desta vez, nada de manter os olhos fechados. O melhor mesmo é manter os ouvidos fechados!

Os protagonistas da história são Os Danes, uma banda composta por ex-militares, que já emplacou diversos sucessos, mas que no momento, atravessa uma fase ligeiramente ruim… Até receberem uma visita de um funcionário do governo, com uma proposta para lá de esquisita.

Algo no meio do deserto do Namibe está emitindo um Som. Não qualquer som e sim um Som capaz de desativas armas, ogivas nucleares e fazer com quem o escute, passe muito, muito, muito mal.

Soldados já foram enviados até o local em busca da localização desse Som, que já está sendo considerado uma nova arma, mas sem sucesso.

E agora, é a vez dos Danes, tentarem descobrir onde esse som está localizado e o mais importante, quem ou o que, o está emitindo.

E as coisas não param por aí.

A história tem início, mostrando Philip Tonka, o pianista dos Danes, acordando de um coma, 6 meses após a incursão ao deserto, repleto de lesões que tornariam impossível sua sobrevivência…, mas ele está vivo. E nós leitores, estamos repletos de dúvidas.

O que aconteceu no deserto? E onde estão os outros Danes?

E é a partir dessa premissa, que toda a loucura começa.

Alternando o passado, com a ida dos Danes ao deserto e sua busca pelo Som, e o presente, com um Philip, completamente destruído tanto fisicamente, quanto emocionalmente em um hospital, Piano Vermelho se desenrola.

O mistério permeia cada página dessa obra. Sem falar em quanto algumas cenas são assustadoras.

Pegadas no deserto. Um homem de vermelho com cascos e chifres. Fantasmas. Um Som…

Como? Onde? Por quê? O quê? Quem? Perguntas que não saem da mente durante a leitura.

Li a seguinte frase, de um leitor, sobre Piano Vermelho: Josh Malerman só podia estar chapadão quando escreveu esse livro”, e olha, eu concordo!

É muita loucura. E é justamente toda essa loucura, que te consome e te prende.

Porém, houve alguns fatores um pouco decepcionantes para mim, ao chegar ao tão esperado final… que foi a ausência de algumas respostas.

Talvez agora, eu dê algum tipo de spoiller, então, não leia as linhas vermelhas, ok?

Como Philip quebrou todos os ossos do corpo e não morreu? É bem impossível. E o autor preferiu não se aprofundar muito nesse verdadeiro feito humano.

Que droga era administrada em Philip, que era capaz de recuperá-lo tão rapidamente? Também, sem explicações.

E as perguntas a respeito do acontecimento principal, O Som..

O QUE o gerava? Também, nenhuma explicação que eu tenha conseguido captar (se você por acaso conseguiu, me explica por favor!)

E os motivos pelos quais o Som era capaz de desativar armas? De fazer as pessoas que o ouviam passar mal? (Também não consegui captar a explicação, caso ela tenha sido dada).

Devido a essas perguntas e o fato de eu não saber lidar com essa ausência de respostas, não posso considerar um livro cinco estrelas…, mas mesmo assim, Piano Vermelho merece todo crédito, só pelo fato de ser uma trama tão diferente!

Outro fator a pontuar, é que não curti 100% o romance inserido na recuperação de Philip. Pareceu um pouquinho forçado…

Mas afora esses pequenos detalhes, é uma leitura que eu gostei bastante e recomendo a quem gosta desse tipo de história maluca.

Essa foi a resenha de hoje, até a próxima, galera!

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