Título e Capa 5
Escrita / Enredo 3
Originalidade 4
Personagens 5
Final 5

Taylor Edwards não queria voltar ao lago Phoenix, onde a família costumava veranear. Isso se devia sobretudo, à fantasmas do passado, que ainda insistiam em vir à tona. Mas, uma inesperada e fatídica notícia promete mudar o atual contexto da sua família que com o passar dos anos, se distanciou. Seu pai estava com câncer. ..

Summary 4.4 Incrível
Título e Capa 0
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Originalidade 0
Personagens 0
Final 0
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Resenha: Um verão para recomeçar – Morgan Matson

RESENHA DO LIVRO UM VERÃO PARA RECOMEÇAR

Sinopse: Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca. Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível. Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago. Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão. De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível. Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor. Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação.

Taylor Edwards não queria voltar ao lago Phoenix, onde a família costumava veranear. Isso se devia sobretudo, à fantasmas do passado, que ainda insistiam em vir à tona. Mas, uma inesperada e fatídica notícia promete mudar o atual contexto da sua família que com o passar dos anos, se distanciou. Seu pai estava com câncer. E não havia nada que pudesse ser feito, a não ser, claro, viver os seus últimos dias da maneira mais extraordinária e natural possível. Ao chegarem no parque, lembranças e pessoas reaparecem, como seu ex namorado Henry e, claro, sua ex melhor amiga, Lucy. Ambos tiveram um papel de grande importância na vida de Taylor e, ao meu ver, os traumas e erros por eles cometidos, contribuíram muito para torná-la a protagonista que nos é apresentada, uma garota incapaz de encarar seus próprios erros, seus medos. Até que já não resta alternativa. Nesses últimos meses, ela deverá aproveitar seus últimos e preciosos dias ao lado da pessoa a quem mais ama, seu pai. Literalmente, o amanhã pode não chegar.

Tudo mudara. Ou, para ser mais precisa, tudo iria mudar. Mas nada havia mudado ainda. Por isso as condolências eram artificiais – como se as pessoas estivessem dizendo que sentiam muito pelo incêndio na minha casa, quando ela estava intacta, mas com uma brasa acesa queimando por perto, à espreita.

A doença do seu pai é uma coisa que abala a Taylor mais do que a qualquer outro. A ideia de perdê-lo segura muitas decisões da personagem, é possível viver com ela em vários momentos, toda a angústia, o desejo de fugir do inevitável. Ela o ama e, aceitar um futuro sem sua constante presença, não é visto como opção. O temor a faz andar para trás, fugir. O último ensinamento que Robin deixa para sua filha, é que ela não deve se deixar abater, que deve enfrentar seus problemas e a vida real, de frente. Ele é um pai excelente, amigo e presente, sempre ativo e companheiro, mesmo quando não podia dizer “até quando”

O verão deve reaproximar todos, ainda que signifique uma despedida.

Não tinha ideia do que faria nesse verão, a não ser testemunhar o fim do mundo como eu o conhecia. Esse pensamento bastou para me fazer continuar andando, como se pudesse deixá-lo para trás.

ALERTA DE SPOLIER

Quando comecei a ler a obra, achei que ele poderia se tratar apenas de mais uma história sobre esperança. Aquelas que nos trazem um clímax arrebatador, só para então deixar-nos na calmaria. Mas não. Um verão para recomeçar me fez refletir sobre o que eu mesma venho fazendo para aproveitar o tempo que tenho com minha família. Nunca podemos saber quando um momento será o último. E o importante de cada livro, para mim, é isso, sabe? O que ele deixa, no mais íntimo do meu coração. Nós, leitores, vivemos outras vidas, muitas outras, acompanhamos de perto outras realidades, então extraímos o que nos tornará pessoas melhores.

FIM DO SPOLIER  

Uma vez já no parque, Lucy, a pedido de seu pai, começa a trabalhar em uma pequena lanchonete na praia, mas sua maior surpresa, é encontrar Lucy ali. No começo, não foi exatamente fácil, manter diálogos, ou sequer trocar informações importantes, mas sua persistência mudou a estranha relação que parecia condenada.

Aprendi quanto gelo colocar nas máquinas de refrigerante, como operar a caixa registradora e como abrir a lanchonete pela manhã e fechá-la à noite. Mas a maior lição que aprendi foi que Lucy ainda sabia guardar rancor.

Quanto à parte romântica… Ela admite ter se preocupado o bastante com o fim, a ponto de se deixar esquecer como tudo começou. Então, em meio a capítulos flash-back, descobrimos que Taylor só se aproximou de Henry por ter tido de se afastar de Lucy no meio do verão.

Por que fugir se as pessoas insistem em lembrar a gente daquilo de que se esta tentando escapar?

Os personagens são fáceis de entender, ainda mais de apegar. Taylor, como já cheguei a citar, tem certa dificuldade em encarar seus medos e sentimentos, vivendo em um constante ciclo, sempre fugindo. Gelsey, a irmã mais nova de Taylor é apaixonada pelo balé, característica que herdou de sua mãe. Warren (o mais velho) é uma daquelas pessoa-enciclopédia, sabe? Sabe um pouco sobre tudo e, faz questão de explicitar isso.

Pude perceber, no decorrer da narrativa, a constante evolução de cada um, seu constante crescimento. A historia me trouxe fortes emoções, desde sorrisos, até lágrimas.

O enredo, a ideia transmitida, a capa, tudo é bom. Os cenários também são facilmente visualizados (o que é bom), mas, confesso que uma coisa deixou a desejar para mim: em alguns momentos tive a sensação de que algo não se encaixava, ou que estava sendo repetido,

Então, chegamos ao fim de mais uma resenha e, vou deixá-los com o trecho mais lindo de todo o livro, segundo minha opinião. Não deixem de ler e comentar algo sobre. Nos sigam nas nossas redes sociais para não perder nenhuma atualização.

Os Beatles entenderam errado. O  amor não é tudo que precisamos – o amor é tudo que existe.

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