Mundo das Resenhas
A Cidade de Bronze (Daevabad #01) | S. A. Chacraborty A Cidade de Bronze (Daevabad #01) | S. A. Chacraborty
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********************************NÃO contém spoiler******************************** Autora: S. A. Chacraborty Editora: Morro Branco / Gênero: Fantasia / Idioma: português / 608 páginas   E-BOOK: AMAZON     ... A Cidade de Bronze (Daevabad #01) | S. A. Chacraborty

********************************NÃO contém spoiler********************************

Autora: S. A. Chacraborty

Editora: Morro Branco / Gênero: Fantasia / Idioma: português / 608 páginas

 

E-BOOK: AMAZON                  LIVRO FÍSICO: AMAZON

A Cidade de Bronze (Daevabad #01) | S. A. ChacrabortyÉ em meio as ruínas e poeira das ruas do Cairo, que uma garota portadora de um misterioso dom consegue trazer de volta à vida um lendário guerreiro. Perseguidos por mitológicas criaturas, ambos se unirão em uma jornada de segredos e revelações em que nada é o que parece ser. Com intrigas políticas, desigualdades sociais,  um passado a ser desvendado e vinganças a serem concretizadas, A Cidade de Bronze mergulha em um universo complexo onde os elementos fantásticos e os personagens que os conduzem nos fascinam e impressionam pela profundidade e aproveitamento dos mesmos na narrativa.

Sendo um dos livros de fantasia mais elogiados dos últimos anos, o romance de S. A. Chacraborty é uma verdadeira preciosidade e excelente para quem procura uma obra, que muito mais do que entreter, nos leva a desvendarmos com calma um mundo cheio de camadas, que desafiando personagens e leitores, nos imerge em páginas obscuras recheadas de diálogos e comportamentos ambíguos que enriquecem o processo de leitura e nos instiga a devorarmos as páginas como se não houvesse o amanhã.

Com um ritmo narrativo semelhante ao de outras obras do gênero como O Nome do Vento e O Navio Arcano, A Cidade de Bronze toma para si um bom tempo para nos contextualizar e desenvolver o universo, as tramas e os personagens que o compõem, se mostrando como uma obra de ritmo linear e bastante abstrusa, que exigirá talvez do leitor uma atenção redobrada para que tudo seja devidamente compreendido e destrinchado.

Excelente para fãs de narrativas fantásticas áridas, A Cidade de Bronze faz jus aos elogios recebidos e se prova o tempo inteiro como uma narrativa de alto nível. Com três protagonistas e dividido em dois pontos de vista, a trama se desenvolve de maneira interessante, abordando temas como intolerância religiosa, fé, injustiças sociais e manipulações políticas, que mesclados com o fantástico, resultam em uma jornada incrível de pura imersão e entretenimento. Contudo, apesar de todos os elogios mencionados e mais que merecidos, A Cidade de Bronze não conseguiu superar minhas expectativas em dois quesitos. Apesar de apreciar uma construção mais lenta e bem arquitetada, costumo ter preferência por um ritmo narrativo mais equilibrado, em que a ação e desenvolvimento dos elementos textuais caminhem lado a lado (semelhante com o que ocorre em Mistborn e Jardins da Lua). Por mais imersivo e impressionado que estivesse, por vezes, senti  falta de cenas mais frenéticas e apresentação de curvas que entregassem um maior dinamismo e anulassem um pouco o sentimento introdutório o qual o romance por vezes me entregou.

Outro ponto a se ressaltar, trata-se dos personagens, que apesar de muito bons, me deixaram com a sensação de que poderiam ser ainda melhores. Dos três protagonistas, dois protagonizam cenas que me incomodam, soando muito como pessoas que optam pelo comodismo ou negacionismo quando colocados frente a certas situações. Seus desenvolvimentos são bons, mas poderiam ser excelentes se ao terminar a leitura eu não ficasse com a estranha sensação de que os mesmos não evoluíram, tendo terminado (após 608 páginas) sendo as mesmas pessoas do início.

Todavia, importante frisar que A Cidade de Bronze é realmente incrível, muito bem escrito, com excelentes descrições e com uma construção de mundo quase impecável. Uma obra que impacta e entrega elementos capazes de nos deixar ansiosos pela continuação. Um trabalho digno de uma autora a ser enaltecida; que com muito assertismo, criou um romance que merece ocupar com maestria um lugar ao lado das grandes obras fantásticas que temos por aí.

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CONFIRA TAMBÉM AS RESENHAS ABAIXO:

JARDINS DA LUA E OS PORTAIS DA CASA DOS MORTOS

TRILOGIA MISTBORN: PRIMEIRA ERA

O NAVIO ARCANO

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Fernando Lafaiete

O que vocês devem saber sobre mim? Me Chamo Fernando Henrique Lafaiete, mas vocês podem me chamar de China. Apelido este, dado pelos meus melhores amigos. Sou viciado em leitura, sou poliglota, auditor de hotel, professor de inglês, fã de fantasia, fã de livros policiais, fã de YA, fã terror e fã de clássicos. Luto ao máximo contra o preconceito literário que alimenta a conduta dos pseudo-intelectuais e sou fã de animes e qualquer coisa que envolva super-heróis. Amo escrever todo tipo de texto, em especial resenhas. Espero que minhas opiniões sejam de alguma valia para todos que tiverem acesso as mesmas. Sou sempre sincero e me comprometo a dividir minhas opiniões da maneira mais verdadeira possível. Agradeço o convite para fazer parte do grupo de resenhistas do site e que minha presença aqui seja duradoura.

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