Mundo das Resenhas
A Mulher na Janela | A. J. Finn A Mulher na Janela | A. J. Finn
4.5
*****************************NÃO contém spoiler***************************** CONFIRA TAMBÉM AS RESENHAS E CRÍTICAS ABAIXO: A JANELA INDISCRETA (CRÍTICA DO FILME) A GAROTA NO TREM (RESENHA DO LIVRO) ***... A Mulher na Janela | A. J. Finn

*****************************NÃO contém spoiler*****************************

CONFIRA TAMBÉM AS RESENHAS E CRÍTICAS ABAIXO:

A JANELA INDISCRETA (CRÍTICA DO FILME)

A GAROTA NO TREM (RESENHA DO LIVRO)

***

A RESENHA ABAIXO NÃO TEM O OBJETIVO E NEM IRÁ ABORDAR AS POLÊMICAS ENVOLVENDO O AUTOR. 

 

Autor: A. J. Finn

Editora: Arqueiro / Gênero: Thriller Psicológico / Idioma: Português / 352 páginas

 

E-BOOK: AMAZON              LIVRO FÍSICO: AMAZON

O ambiente é escuro, mofado, um verdadeiro mausoléu, estranho e o único lugar em que Anna Fox consegue se sentir segura. Sua casa é seu refúgio, sua segurança que a protege do mundo externo que tanto a amedronta. Incapaz de sair de casa e “interagir” com outras pessoas, passa minutos, horas e dias na janela de sua sala acompanhando a vida de outrens de maneira monótona; hora interessada e hora desinteressada, até que inesperadamente testemunha um crime. Na casa do vizinho alguém é brutalmente assassinado e a única testemunha é alguém não confiável. Uma pessoa traumatizada, diagnosticada com agorafobia, alcoólatra e escrava de suas próprias inseguranças  e incertezas. O que ela viu realmente aconteceu ou não passa de fruto de sua imaginação proveniente dos inúmeros remédios que ingere?

Seja na primeira vez que o li ou na releitura, a verdade é que A Mulher na Janela realmente se destaca e consegue demonstrar um potencial bem aproveitado, pouco visto nos thrillers psicológicos os quais já li. Apesar de se tratar praticamente de um reconto / reimaginação de outras histórias já bastante conhecidas – vide A Garota no Trem da autora Paula Hawkins (legal), A Mulher na Cabine 10 da autora Ruth Ware (péssimo) e o clássico A Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock baseado no romance de Cornell Woolrich – A Mulher na Janela consegue sobreviver as 352 páginas que o compõe de maneira positiva, entregando a nós leitores bons desdobramentos e desenvolvimentos convincentes.

Entretanto, importante ressaltar alguns pontos acerca do thriller de A. J. Finn, que podem ou não vir a desagradar leitores desavisados ou que não apreciam tais elementos. Em se tratando de ritmo, o livro flui de maneira interessante, muito por conta de seus capítulos, que por serem curtos, colaboram com o virar das páginas. Contudo, A Mulher na Janela tem por objetivo e o realiza com esmero, focar na personagem central e suas camadas psicológicas, relegando em segundo plano o grande mistério da obra.

Repleto de referências literárias e cinematográficas (uma enxurrada) o romance demora para engrenar, se tornando em certos momentos repetitivo. Algumas situações e revelações são bastante óbvias e podem amargar a experiência de alguns. Todavia,  por se tratarem de pilares que potencializam as condições emocionais da protagonista, os enxerguei como sendo grandes acertos criativos por parte do autor, que evidencia de forma verossímel as fragilidades de sua “heroína”.

Poucos thrillers psicológicos conseguem me surpreender no que diz respeito ao desenvolvimento de suas personas ficcionais. Por este motivo e por não estagnar na superfície do que se propõe, A Mulher na Janela realmente se justifica por si só os merecidos elogios que recebeu e que sobreviveram desde o seu hypado lançamento. As revelações finais são muito boas e o livro é muito bem escrito. Todo seu escopo e os pilares que o mantém na posição horizontal, são bem arquitetados e aplicados na obra de maneira segura, mostrando que o autor sabia o que estava fazendo e que público desejava atingir.

É lento (se analisada a estrutura textual e narrativa), claustrofóbico, não se aprofunda no quesito investigativo que poderia envolver demais personagens, e talvez exagere nas referências. Porém, em se tratando do gênero o qual pertence, o suspense de cunho psicológico de Finn consegue alcançar e atingir níveis que muito me agradam e que valorizo em uma narrativa como essa; sendo uma trama que me instigou, com uma protagonista bem desenvolvida e com um desfecho digerível. Não é perfeito, mas é muito bom e conseguiu sobreviver a uma releitura (o que é bem raro em se tratando da chatice e senso crítico de quem vos escreve). A Mulher na Janela é um dos poucos thrillers que prova e sustenta com afinco a frase de marketing que apresenta em destaque em sua capa…. “Não é paranóia se está realmente acontecendo”.

NOTA:

A obra deu origem a adaptação cinematográfica produzida pela FOX 2000 da Disney, que foi comprada pela Netflix após passar um bom tempo no limbo, devido a impossibilidade de lançamento nos cinemas por conta da atual situação que vivemos. 

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Fernando Lafaiete

O que vocês devem saber sobre mim? Me Chamo Fernando Henrique Lafaiete, mas vocês podem me chamar de China. Apelido este, dado pelos meus melhores amigos. Sou viciado em leitura, sou poliglota, auditor de hotel, professor de inglês, fã de fantasia, fã de livros policiais, fã de YA, fã terror e fã de clássicos. Luto ao máximo contra o preconceito literário que alimenta a conduta dos pseudo-intelectuais e sou fã de animes e qualquer coisa que envolva super-heróis. Amo escrever todo tipo de texto, em especial resenhas. Espero que minhas opiniões sejam de alguma valia para todos que tiverem acesso as mesmas. Sou sempre sincero e me comprometo a dividir minhas opiniões da maneira mais verdadeira possível. Agradeço o convite para fazer parte do grupo de resenhistas do site e que minha presença aqui seja duradoura.

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