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The Joker (Coringa 1975 – 1976) – Denny O’Neil | A Loucura pode ser divertida. The Joker (Coringa 1975 – 1976) – Denny O’Neil | A Loucura pode ser divertida.
4.5
*****************************NÃO contém spoiler****************************** Autores: Denny O’Neil & Irv Novick Editora: DC Comics / Panini / #Quadrinhosclássicos / Volume único lançado pela Panini (1-9): 180... The Joker (Coringa 1975 – 1976) – Denny O’Neil | A Loucura pode ser divertida.

*****************************NÃO contém spoiler******************************

Autores: Denny O’Neil & Irv Novick

Editora: DC Comics / Panini / #Quadrinhosclássicos / Volume único lançado pela Panini (1-9): 180 páginas

Em 1869  foi publicado pela primeira vez o clássico francês “O Homem Que Ri”, romance de Victor Hugo – autor de “Os Miseráveis” – que apresenta o protagonista Gwynplaine, um jovem vítima do tráfico infantil que tem seu rosto mutilado com dois cortes que o transformam em alguém que aparenta estar o tempo todo sorrindo. Em 22 de agosto de 1928 estreava o filme baseado no romance do aclamado escritor francês, cujo protagonista foi interpretado por Conrad Veidt. Sua caracterização e atuação inspiraram em 1940 os quadrinistas e roteiristas Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane a criaram o que hoje é considerado um dos melhores personagens e vilão dos quadrinhos; o icônico Coringa. Tendo aparecido pela primeira vez em “Batman #01” em abril do mesmo ano de sua criação, o psicótico vilão já tinha seu destino traçado… a morte o esperava. Contudo, a aceitação do público e o sucesso conquistado fizeram com que uma alteração editorial se fizesse necessária, dando assim, a chance do nosso querido Joker permanecer nos quadrinhos, se tornando ao longo do tempo o grande vilão do Homem-Morcego. Psicopata ao extremo e criado para protagonizar cenas de cunho psicológico que assustariam os leitores, o importante vilão precisou ser atenuado devido ao Código dos Quadrinhos (Comic Code Authority), criado pela Associação Americana de Quadrinhos na década de 50 com o objetivo de controlar os conteúdos publicados. Com isso, de psicopata, Coringa se transformou em um personagem engraçado, que protagonizava cenas onde a loucura do personagem era retratada como pura diversão.

(Conrad Veidt no filme O Homem Que Ri)

Em 1975 é lançada a primeira série de banda desenhada protagonizada por um vilão. A série intitulada “The Joker: The Clown Prince of Crime” (O Coringa: O Príncipe Palhaço do Crime) foi escrita por Denny O’Neil e ilustrada por Irv Novick. Esqueça o Coringa que assassinou Jason Todd ou o assustador de A Piada Mortal. O Coringa da série de 1975 – 1976 é um personagem falastrão, atrapalhado e cômico do início ao fim. A ideia era apresentar aos leitores uma versão mais leve e divertida, regada de muitas aventuras engraçadas, onde o  foco seria o vilão, e onde contariamos com a ausência do Batman. Composta por 9 volumes, acompanhamos as peripécias do palhaço do crime, enquanto ele interage com outros famosos personagens como Mulher-Gato, Arqueiro Verde, Espantalho e por aí vai. A décima edição acabou não sendo publicada na época; tendo seu lançamento ocorrido apenas em agosto de 2019, e é em minha opinião uma das mais divertidas e bacanas da série (O vilão interage com a Liga da Justiça da América). Esse volume em questão foi idealizado por Martin Pasko e aparece em Joker: The Bronze Age Omnibus da DC” (coletânea com os demais volumes da série) e posteriormente como volume independente em outubro de 2019.

Considerado um clássico não apenas na trajetória do vilão, mas também como um clássico dos quadrinhos no geral, o famoso arco “The Joker: The Clown Prince of Crime” entrega o que não é novidade para os leitores da nona arte já acostumados com as narrativas clássicas…. Muita cor, muitos balões de diálogos e muitas interversões narrativas de um narrador externo e onisciente, caracterítiscas dos quadrinhos mais antigos. As narrativas possuem sempre os mesmos desfechos e são repletas de incongruências. Portanto, não fique procurando pelo em ovo… leia e se divirta, apenas isso. Não há assassinatos, sangue ou cenas gráficas de violência. São apenas aventuras cômicas, escritas com o intuíto de nos fazer dar risada. Eu li os quadrinhos no original, mas a coletânea com os 9 volumes lançados nos anos 70 já se encontra em terras tupiniquins desde 30 de outubro de 2017, graças a editora Panini (*Lendas do Univerdo DC: Coringa). Com muita trapaça, atrapalhadas, planos mirabolantes e comicidade que transborda das páginas, “The Joker: The Clown Prince of Crime” prova que a loucura pode ser divertida.

Quadrinhos que compõem “The Joker: The Clown Prince of Crime”:

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Fernando Lafaiete

O que vocês devem saber sobre mim? Me Chamo Fernando Henrique Lafaiete, mas vocês podem me chamar de China. Apelido este, dado pelos meus melhores amigos. Sou viciado em leitura, sou poliglota, auditor de hotel, professor de inglês, fã de fantasia, fã de livros policiais, fã de YA, fã terror e fã de clássicos. Luto ao máximo contra o preconceito literário que alimenta a conduta dos pseudo-intelectuais e sou fã de animes e qualquer coisa que envolva super-heróis. Amo escrever todo tipo de texto, em especial resenhas. Espero que minhas opiniões sejam de alguma valia para todos que tiverem acesso as mesmas. Sou sempre sincero e me comprometo a dividir minhas opiniões da maneira mais verdadeira possível. Agradeço o convite para fazer parte do grupo de resenhistas do site e que minha presença aqui seja duradoura.

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