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*****************************NÃO contém spoiler******************************

Autores: Denny O’Neil & Irv Novick

Editora: DC Comics / Panini / #Quadrinhosclássicos / Volume único lançado pela Panini (1-9): 180 páginas

Em 1869  foi publicado pela primeira vez o clássico francês “O Homem Que Ri”, romance de Victor Hugo – autor de “Os Miseráveis” – que apresenta o protagonista Gwynplaine, um jovem vítima do tráfico infantil que tem seu rosto mutilado com dois cortes que o transformam em alguém que aparenta estar o tempo todo sorrindo. Em 22 de agosto de 1928 estreava o filme baseado no romance do aclamado escritor francês, cujo protagonista foi interpretado por Conrad Veidt. Sua caracterização e atuação inspiraram em 1940 os quadrinistas e roteiristas Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane a criaram o que hoje é considerado um dos melhores personagens e vilão dos quadrinhos; o icônico Coringa. Tendo aparecido pela primeira vez em “Batman #01” em abril do mesmo ano de sua criação, o psicótico vilão já tinha seu destino traçado… a morte o esperava. Contudo, a aceitação do público e o sucesso conquistado fizeram com que uma alteração editorial se fizesse necessária, dando assim, a chance do nosso querido Joker permanecer nos quadrinhos, se tornando ao longo do tempo o grande vilão do Homem-Morcego. Psicopata ao extremo e criado para protagonizar cenas de cunho psicológico que assustariam os leitores, o importante vilão precisou ser atenuado devido ao Código dos Quadrinhos (Comic Code Authority), criado pela Associação Americana de Quadrinhos na década de 50 com o objetivo de controlar os conteúdos publicados. Com isso, de psicopata, Coringa se transformou em um personagem engraçado, que protagonizava cenas onde a loucura do personagem era retratada como pura diversão.

(Conrad Veidt no filme O Homem Que Ri)

Em 1975 é lançada a primeira série de banda desenhada protagonizada por um vilão. A série intitulada “The Joker: The Clown Prince of Crime” (O Coringa: O Príncipe Palhaço do Crime) foi escrita por Denny O’Neil e ilustrada por Irv Novick. Esqueça o Coringa que assassinou Jason Todd ou o assustador de A Piada Mortal. O Coringa da série de 1975 – 1976 é um personagem falastrão, atrapalhado e cômico do início ao fim. A ideia era apresentar aos leitores uma versão mais leve e divertida, regada de muitas aventuras engraçadas, onde o  foco seria o vilão, e onde contariamos com a ausência do Batman. Composta por 9 volumes, acompanhamos as peripécias do palhaço do crime, enquanto ele interage com outros famosos personagens como Mulher-Gato, Arqueiro Verde, Espantalho e por aí vai. A décima edição acabou não sendo publicada na época; tendo seu lançamento ocorrido apenas em agosto de 2019, e é em minha opinião uma das mais divertidas e bacanas da série (O vilão interage com a Liga da Justiça da América). Esse volume em questão foi idealizado por Martin Pasko e aparece em Joker: The Bronze Age Omnibus da DC” (coletânea com os demais volumes da série) e posteriormente como volume independente em outubro de 2019.

Considerado um clássico não apenas na trajetória do vilão, mas também como um clássico dos quadrinhos no geral, o famoso arco “The Joker: The Clown Prince of Crime” entrega o que não é novidade para os leitores da nona arte já acostumados com as narrativas clássicas…. Muita cor, muitos balões de diálogos e muitas interversões narrativas de um narrador externo e onisciente, caracterítiscas dos quadrinhos mais antigos. As narrativas possuem sempre os mesmos desfechos e são repletas de incongruências. Portanto, não fique procurando pelo em ovo… leia e se divirta, apenas isso. Não há assassinatos, sangue ou cenas gráficas de violência. São apenas aventuras cômicas, escritas com o intuíto de nos fazer dar risada. Eu li os quadrinhos no original, mas a coletânea com os 9 volumes lançados nos anos 70 já se encontra em terras tupiniquins desde 30 de outubro de 2017, graças a editora Panini (*Lendas do Univerdo DC: Coringa). Com muita trapaça, atrapalhadas, planos mirabolantes e comicidade que transborda das páginas, “The Joker: The Clown Prince of Crime” prova que a loucura pode ser divertida.

Quadrinhos que compõem “The Joker: The Clown Prince of Crime”:

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